Poema: Terra austral de meus sonhos
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Fruto de um sonho,
Filha de um devaneio,
A cada dia que vem,
A cada hora que vai,
Enche-me o peito de receio.
Quando ei de vê-la?
Quando
Nem que por mais uma vez,
Numa singela e nobre despedida,
Serei agraciado com o frescor de sua brisa,
Que acaricia os campos e os picos das serras.
Não há céu como o teu,
Nem ternura como a tua,
Resplandecem como cristais,
Em teus tão serenos riachos,
Os cintilantes traços da lua.
Me afaga a memória,
Com tão rica história,
Não me deixes jamais,
Tão doce e linda terra,
Terra de Minas Gerais.
Filha de Lisboa,
Madrinha do Catete,
Mãe de Brasília,
Não existe como a sua,
Tão requintada sinfonia.
Deu asas ao mundo com Dumont,
Perfeição à rocha com Aleijadinho,
Traço às ideias com Niemeyer,
Orgulho nos campos com Pelé,
E vida a um sonho com Kubistchek.
Inexiste dentre teus filhos,
A incapacidade de sonhar,
Amar, construir e criar.
É orgulho de todo Mineiro,
Poder brandir e bradar,
Seu inestimável apreço
Pela bandeira rubra triangular.
Com supervisão de Isabela Sardinha, jornalista do Meon Jovem.

3º ano do ensino médio - EEEMI Prof. Maria Dolores Veríssimo Madureira - SJC
