Polícia Civil indicia ator Marco Furlan por estupro de vulnerável em Pindamonhangaba

Investigação foi concluída pela DDM e encaminhada ao Ministério Público; ator está preso preventivamente e defesa contesta o indiciamento

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
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A Polícia Civil indiciou o ator Marco Furlan, de 48 anos, por estupro de vulnerável contra um menino autista de cinco anos em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. O caso aconteceu na madrugada do dia 2 de agosto, durante uma festa de aniversário realizada em uma chácara.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Pindamonhangaba concluiu o inquérito e encaminhou o caso ao Ministério Público de São Paulo. A investigação tramita sob segredo de Justiça.

Furlan está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. A unidade recebe presos provisórios, incluindo pessoas investigadas por crimes contra a dignidade sexual.

Entenda o caso

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe deixou o filho dormindo em um quarto durante a confraternização. Ela afirmou ter ouvido gritos e, ao entrar no cômodo, encontrou a criança e o suspeito sem roupas.

Ainda segundo o registro policial, o menino reclamava de dores na região anal e foi encaminhado para atendimento médico.

Testemunhas também foram ouvidas durante a investigação. Uma delas relatou ter escutado a criança pedir para que parasse porque estava sentindo dor antes de seguir em direção ao quarto. Outra testemunha afirmou ter visto Furlan próximo ao menino e relatou ter encontrado a mãe em estado de choque após o ocorrido.

Inicialmente, segundo policiais militares, o ator teria afirmado que passou mal e entrou no quarto por engano, alegando ter confundido a criança com a namorada. Posteriormente, na delegacia, acompanhado por advogados, declarou que havia consumido cerveja durante a festa e que não se lembrava do que havia acontecido.

Investigação

A delegada responsável pelo caso apontou coerência entre os relatos apresentados pela mãe, testemunhas e policiais e identificou elementos considerados suficientes para o indiciamento.

O atendimento médico realizado na criança não apontou lesões. A autoridade policial, porém, destacou que, de acordo com a legislação brasileira, atos de natureza sexual praticados contra menores de 14 anos são enquadrados como estupro de vulnerável, independentemente da existência de lesões físicas.

O inquérito foi concluído pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar os elementos reunidos na investigação.

Defesa contesta indiciamento

A defesa de Marco Furlan afirma que o ator é inocente e questiona a rapidez da conclusão do inquérito, realizado em cinco dias.

A advogada Graciele Queiroz também afirmou que pessoas que estavam na festa não foram ouvidas e que outras diligências ainda poderiam ter sido realizadas. Segundo a defesa, Furlan nunca afirmou ter confundido a criança com outra pessoa.

O caso segue sob segredo de Justiça.

Marco Furlan, de 48 anos, é conhecido por trabalhos na televisão, no teatro e na publicidade.

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