Vítimas de acidente com três mortes no Vale são identificadas

Depoimentos divergem sobre dinâmica de acidente com três mortos em Tremembé. Caminhoneiro prestou socorro e vai responder em liberdade

Escrito por: Maria Júlia da Silva Binotto3 min de leitura
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O inquérito policial instaurado para apurar o grave acidente que resultou em três mortes na tarde desta terça-feira (26 de maio), no km 14 da Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), em Tremembé, revelou novas informações e divergências sobre a dinâmica da colisão. Elementos colhidos preliminarmente pela Polícia Civil apontam que o caminhão envolvido teria invadido a faixa contrária de direção, colidindo frontalmente com um VW Gol e, em seguida, com um GM Spin, que transportava sete ocupantes.

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No entanto, os depoimentos iniciais apresentam versões conflitantes. De acordo com as declarações do condutor do caminhão e de uma testemunha direta (a motorista do VW Gol), há dúvidas sobre a existência de um quarto veículo — uma van com o logotipo do Mercado Livre —, que teria ingressado na rodovia momentos antes do acidente. As autoridades também investigam se o caminhoneiro realizava uma manobra de ultrapassagem no momento da colisão. Ambos os pontos demandarão aprofundamento nas investigações.

O forte impacto causou um incêndio que atingiu ao menos parte dos automóveis. Segundo o registro oficial, algumas das vítimas fatais vieram a óbito no local devido às chamas e à impossibilidade de retirada imediata das ferragens. Os sobreviventes receberam atendimento emergencial e foram encaminhados ao hospital de referência.

A equipe da Polícia Técnico-Científica de Taubaté esteve no local para realizar a perícia, considerada imprescindível para elucidar o sinistro. Devido à gravidade do acidente, nem todas as vítimas fatais puderam ser plenamente identificadas na rodovia. Por essa razão, foram requisitados exames necroscópicos e identificação datiloscópica, além do aguardo por reconhecimento familiar posterior. Excepcionalmente, por conta da impossibilidade de atendimento do Instituto Médico Legal (IML) durante o período noturno, os corpos foram encaminhados para o Memorial Sagrada Família, funerária plantonista da data.

A polícia adotou uma série de providências administrativas e patrimoniais em relação aos veículos envolvidos:

  • GM Spin: Foi devidamente apreendido para fins de investigação detalhada.
  • VW Gol: Após passar pelos trabalhos da perícia no local, foi liberado para a sua condutora.
  • Caminhão: Foi apreendido pela Polícia Militar Rodoviária para a apuração de eventuais irregularidades administrativas correlatas.

No âmbito da responsabilização penal, a autoridade policial deixou de efetuar a autuação em flagrante delito do condutor do caminhão, com fundamento no artigo 301 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A medida foi adotada porque o motorista permaneceu no local do acidente e prestou socorro às vítimas dentro de suas possibilidades, o que afasta a prisão em flagrante neste momento.

O caso segue sob investigação para reconstrução fática precisa dos acontecimentos. Próximos passos incluem a coleta de novas oitivas, análise do laudo pericial e a tentativa de obtenção de imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades. A condutora sobrevivente foi devidamente orientada quanto ao prazo decadencial de seis meses para apresentar representação criminal contra o investigado, contados a partir do momento em que a autoria do fato for oficialmente conhecida.

Foto: Reprodução

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