EUA revogam visto do advogado-geral da União, Jorge Messias
Outras autoridades brasileiras também sofreram a mesma sanção

O governo dos Estados Unidos cancelou o visto do advogado-geral da União, Jorge Messias, nesta segunda-feira (22). A decisão ocorre em um contexto de crescente tensão diplomática entre Brasil e EUA, marcada por sanções aplicadas a autoridades brasileiras.
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Em resposta, Messias classificou a medida como uma tentativa de intimidação ao Poder Judiciário brasileiro. Ele afirmou que a atuação das autoridades brasileiras está em conformidade com o ordenamento jurídico e em defesa da democracia, e que não será intimidada por pressões externas.
O governo brasileiro, por meio de seu presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, também manifestou repúdio à decisão dos EUA, considerando-a uma violação da soberania nacional. O governo brasileiro, por meio de seu presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, também manifestou repúdio à decisão dos EUA, considerando-a uma violação da soberania nacional.
A revogação do visto de Messias segue uma série de medidas semelhantes adotadas pelos EUA contra outras autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal e o Procurador-Geral da República. Essas ações têm gerado críticas internas e externas, com muitos observando um endurecimento nas relações diplomáticas entre os dois países.
Até o momento, não há informações sobre possíveis ações legais por parte do governo brasileiro para contestar a revogação do visto de Messias. A situação continua a ser monitorada de perto por autoridades e analistas internacionais.
Outras autoridades sancionadas
Entre os alvos confirmados estão o advogado-geral da União, Jorge Messias, além de auxiliares e ex-integrantes do Tribunal Superior Eleitoral ligados a Moraes, como José Levi, Benedito Gonçalves, Airton Vieira, Marco Antonio Martin Vargas e Rafael Henrique Janela Tamai Rocha. A esposa de Moraes foi sancionada sob a Lei Magnitsky, que prevê restrições financeiras e de circulação.
Analistas avaliam que o momento da decisão amplia o desgaste internacional do governo brasileiro. O gesto, interpretado como uma reprimenda direta a figuras próximas de Lula e de Moraes, ecoa como um sinal de desconfiança e hostilidade, em plena vitrine global da ONU. Para diplomatas, o episódio gera um constrangimento inédito: enquanto Lula tenta articular discursos em defesa do multilateralismo e da soberania, os EUA atingem duramente membros de sua equipe e do círculo de apoio ao STF.
O Itamaraty classificou a medida como uma “ingerência indevida” e afirmou que o Brasil não aceitará ações que comprometam sua soberania. Ainda assim, a leitura internacional é de que o timing escolhido por Washington expõe Lula a uma situação humilhante, fragilizando sua imagem no pré-evento da ONU, justamente quando buscava reforçar credenciais de liderança global.
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