Por Carnaval sustentável, São Luiz pode cobrar nova taxa de foliões

Medida será debatida durante audiência pública que acontece na quinta

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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20120222_Aérea_São Luiz do Paraitinga_(Divulgação/Eduardo Coelho)

Mais de 150 mil pessoas passaram pela cidade no Carnaval 2015

Divulgação

Em busca de um Carnaval mais sustentável para 2016, a prefeitura de São Luiz do Paraitinga já estuda cobrar dos foliões uma taxa para contribuição com os serviços de limpeza durante a festa do ano que vem. A cobrança será uma das medidas discutidas durante audiência pública que acontece nesta quinta-feira (24) que tem como tema o planejamento do Carnaval 2016.

O lixo é a principal sobrecarga ambiental que o evento traz para a cidade. Nos cinco dias de festa, a coleta é equivalente a mais de dois meses da rotina habitual de São Luiz.  Além da coleta de lixo, os recursos da nova taxa também seriam destinados para a saúde pública, que durante a festa também tem sofre com o aumento da demanda.

“Na verdade esta seria uma taxa ambiental. Neste ano passaram 150 mil pessoas durante o Carnaval. Isso é praticamente 15 vezes a população da cidade (10 mil habitantes segundo dados do IBGE). O consumo de água, energia elétrica e com serviços de limpeza é muito alto para os nossos padrões”, explica o diretor de Turismo de São Luiz, Eduardo de Oliveira Coelho.

A audiência também deverá discutir outras medidas restritivas para preservar o Carnaval luizense. O fato é que a última festa foi traumática para os frequentadores de longa data. Às vésperas do início do evento, o contrato com a empresa taubateana Four Shine, que seria a responsável pelo Carnaval, foi rescindindo e a prefeitura teve de organizar a festa às pressas.

“O Carnaval de São Luiz é uma festa única no mundo. Temos que cuidar para que ele não perca suas características originais e acabe se desvirtuando. Exemplos de outras cidades como Ouro Preto ou Salvador, que tiveram suas festas deturpadas ao longo dos anos, servem como um alerta para os luizenses “, explica o secretário de Cultura, Leandro Barbosa.

Estrutura
Instalação de arquibancadas e até mudança no horário da festa, dando um caráter mais  diurno ao Carnaval, estão entre as soluções que serão discutidas durante a audiência.

“Por causa da crise, muitas dessas sugestões sé serão possíveis caso a gente consiga uma empresa disposta a comprar os direitos de exploração comercial do Carnaval. A prefeitura não terá condições de investir mais do que foi investido em 2015 e o assunto (terceirização) não pode ser tratado como um tabu. Se tivermos tempo e planejamento vamos conseguir unir o útil ao agradável”, conclui Coelho.

A audiência acontece às 19h na praça dr. Oswaldo Cruz.

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