Por Carnaval sustentável, São Luiz pode cobrar nova taxa de foliões
Medida será debatida durante audiência pública que acontece na quinta


Mais de 150 mil pessoas passaram pela cidade no Carnaval 2015
Divulgação
Em busca de um Carnaval mais sustentável para 2016, a prefeitura de São Luiz do Paraitinga já estuda cobrar dos foliões uma taxa para contribuição com os serviços de limpeza durante a festa do ano que vem. A cobrança será uma das medidas discutidas durante audiência pública que acontece nesta quinta-feira (24) que tem como tema o planejamento do Carnaval 2016.
O lixo é a principal sobrecarga ambiental que o evento traz para a cidade. Nos cinco dias de festa, a coleta é equivalente a mais de dois meses da rotina habitual de São Luiz. Além da coleta de lixo, os recursos da nova taxa também seriam destinados para a saúde pública, que durante a festa também tem sofre com o aumento da demanda.
“Na verdade esta seria uma taxa ambiental. Neste ano passaram 150 mil pessoas durante o Carnaval. Isso é praticamente 15 vezes a população da cidade (10 mil habitantes segundo dados do IBGE). O consumo de água, energia elétrica e com serviços de limpeza é muito alto para os nossos padrões”, explica o diretor de Turismo de São Luiz, Eduardo de Oliveira Coelho.
A audiência também deverá discutir outras medidas restritivas para preservar o Carnaval luizense. O fato é que a última festa foi traumática para os frequentadores de longa data. Às vésperas do início do evento, o contrato com a empresa taubateana Four Shine, que seria a responsável pelo Carnaval, foi rescindindo e a prefeitura teve de organizar a festa às pressas.
“O Carnaval de São Luiz é uma festa única no mundo. Temos que cuidar para que ele não perca suas características originais e acabe se desvirtuando. Exemplos de outras cidades como Ouro Preto ou Salvador, que tiveram suas festas deturpadas ao longo dos anos, servem como um alerta para os luizenses “, explica o secretário de Cultura, Leandro Barbosa.
Estrutura
Instalação de arquibancadas e até mudança no horário da festa, dando um caráter mais diurno ao Carnaval, estão entre as soluções que serão discutidas durante a audiência.
“Por causa da crise, muitas dessas sugestões sé serão possíveis caso a gente consiga uma empresa disposta a comprar os direitos de exploração comercial do Carnaval. A prefeitura não terá condições de investir mais do que foi investido em 2015 e o assunto (terceirização) não pode ser tratado como um tabu. Se tivermos tempo e planejamento vamos conseguir unir o útil ao agradável”, conclui Coelho.
A audiência acontece às 19h na praça dr. Oswaldo Cruz.
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