“Por que não acabou com ela quando era governador?”, diz Felicio sobre fala de Márcio França em relação à Cracolândia

Ex-prefeito de São José dos Campos abriu a série de entrevistas com os pré-candidatos ao Governo de São Paulo nesta terça (10)

Escrito por: Gabriel Campoy3 min de leitura
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O ex-prefeito de São José dos Campos e pré-candidato ao Governo de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD), foi o primeiro sabatinado na série de entrevistas do Grupo Meon com os pré-candidatos ao Governo de São Paulo.

Entre pautas e problemas do estado que deverão ser questionamentos para todos os pré-candidatos, Felicio falou sobre a Cracolândia, região nomeada pejorativamente com esse nome em função da vasta população de rua viciada em pedras de crack e que ocupa o lugar na região central de São Paulo para fazer o uso contínuo de drogas.

O ex-prefeito joseense aproveitou para, além de explicitar suas propostas para a resolução do problema, cutucar o ex-governador Márcio França que, recentemente, afirmou que se eleito faria a Cracolândia “acabar em dois anos”.

“Ele [Márcio França] poderia ter feito isso quando foi governador. Ele teve essa oportunidade por quase um ano que esteve à frente do Palácio dos Bandeirantes, além dos três anos em que foi vice do Geraldo Alckmin. Eu não gosto dessas propostas fantasiosas. Se o assunto fosse tão fácil de ser solucionado, qualquer um já teria feito”, destacou.

Reprodução / Redes Sociais
Local na região central de São Paulo conhecido como Cracolândia (Reprodução / Redes Sociais)

Além disso, como parte de sua proposta para a área, Felicio considerou juntar forças com organizações civis, igrejas e outros setores da sociedade para uma solução conjunta. O pré-candidato, inclusive, usou o programa São José Unida como um esboço do que gostaria de fazer.

“Precisamos juntar forças com todos que tenham capacidade de tato com essa população para que as coisas sejam organizadas e resolvidas. Precisamos das organizações civis, da igreja católica, das igrejas evangélicas, todos juntos para que possamos chegar a uma conclusão”, completou.

Sobre a internação compulsória, método usado pelo ex-governador João Doria quando era prefeito de São Paulo em uma ação de desocupação da Cracolândia, Felicio disse “ser necessária em alguns poucos casos”.

“A grande maioria não precisa. Pode ser convencida em um papo reto, conversando, juntamente dos órgãos responsáveis. Mas em alguns casos talvez seja necessário. Precisamos analisar caso a caso. Ninguém está lá porque quer”, concluiu.

Sabatina com pré-candidatos ao Governo de São Paulo

O Grupo Meon iniciou sua série de sabatinas com os pré-candidatos ao Governo de São Paulo. Regularmente os nomes que disputam o comando do Palácio dos Bandeirantes estarão concedendo entrevistas aos jornalistas do portal, falando de suas bandeiras, propostas e projetos para o estado mais rico da federação.

Confira abaixo, na íntegra, o episódio #1 com Felicio Ramuth.

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