Por uma nova tecnologia
Lâmpada LED compensam custo alto com maior eficiência e vida útil


Lâmpada LED compensam custo alto com maior eficiência e vida útil
Divulgação
Estima-se que no Brasil a aceitação da tecnologia LED deva crescer mais de 30% ao ano, e que, em 2020, cerca de 70% do faturamento do setor de iluminação será proveniente desses produtos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux). A previsão quer dizer que cada vez mais pessoas irão trocar suas lâmpadas halógenas, fluorescentes e as tradicionais incandescentes (o modelo de 60W, ainda disponíveis no mercado, deve desaparecer até 2016), por modelos mais tecnológicos, que funcionam com LED.
Para optar por essa tecnologia, no entanto, é preciso investir. Em lojas especializadas, como a Lustres Yamamura, uma lâmpada incandescente custa, em média, R$ 3,60, enquanto uma LED equivalente chega a custar R$ 46,90. Mas especialistas afirmam que a troca vale a pena. “O fator principal é a redução no consumo de energia, já que o LED tem alta eficiência. Além disso, fluorescentes compactas têm uma vida útil média de 6 mil horas, enquanto a do LED pode chegar a mais de 50 mil horas. É uma economia não só na conta de luz”, diz Isac Roizenblatt, diretor técnico da Abilux.
Segundo ele, em uma residência com mais ou menos 10 lâmpadas, trocar os 60W das incandescentes por LEDs de 10W – que deixa o ambiente iluminado com a mesma intensidade que aquela que substituiu – pode gerar uma economia anual de R$ 200. “A tendência do mercado é que a eficiência desses produtos aumente e os preços caiam, deixando o LED mais acessível e com retorno do investimento em prazos mais curtos”, explica Roisenblatt.
Antes de trocar todas as lâmpadas de casa é preciso tomar alguns cuidados, como recomenda Felipe Borim, gerente nacional de vendas da fabricante Brilia. “Ainda não existe uma regulamentação para a venda de lâmpadas LED, o que quer dizer que o fabricante não é obrigado a colocar as devidas especificações na embalagem, para que o consumidor saiba exatamente qual tipo de luz vai obter com cada produto. A previsão é que a regulamentação aconteça até dezembro deste ano, até lá é preciso ter atenção redobrada na hora de comprar”, alerta. Ele aconselha que as novas lâmpadas sejam compradas aos poucos. “É preciso testar o produto, ver qual tipo de luz ele vai proporcionar, se está adequado ao que você precisa. E lembrar que não existe milagre, a produção desse produto é cara e isso influencia no preço final, por isso, desconfie de preços muito baixo.”
A proprietária da La Lampe, loja especializada em projetos luminotécnicos, Alessandra Friedmann, também acredita que a mudança deve ser feita aos poucos. “Existe uma variação enorme de cores de luz, umas mais amareladas, outras mais brancas. Comprar tudo de uma vez envolve um risco grande de deixar a casa com uma iluminação dura e desconfortável”, comenta. Para a empresária, o segredo está em experimentar, mas não desistir da ideia. “Em alguns casos é um excelente investimento. Em uma sala com pé-direito altíssimo, é preciso contratar mão de obra especializada para trocar uma lâmpada que queimou, se você tem um LED, vai precisar fazer isso pouquíssimas vezes. Também é uma ótima ideia usar fitas de LED para iluminar nichos em estantes, degraus de escada ou até um detalhe da arquitetura da casa.”
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