Prazeres da crueldade

Sócrates dizia que o mal não existe. Segundo ele, quando as pessoas cometem maus atos, estão convictas de que cometem bons atos. Ou seja, os homens se entregam ao mal porque não conhecem a luz da razão. Para os religiosos, acreditar no mal é acreditar em Deus, porque o mal nada mais é do que […]

Escrito por: Meon Redação1 min de leitura
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Sócrates dizia que o mal não existe. Segundo ele, quando as pessoas cometem maus atos, estão convictas de que cometem bons atos. Ou seja, os homens se entregam ao mal porque não conhecem a luz da razão.

Para os religiosos, acreditar no mal é acreditar em Deus, porque o mal nada mais é do que um afastamento de Deus. Para os modernos, o mal é fruto de pais autoritários ou omissos, fruto das doenças, da pobreza, da loucura e dos traumas.

O que dizer, então, do austríaco Josef Fritzl, que trancou sua filha num porão durante 24 anos, teve sete filhos com ela, sendo um deles queimado pelo próprio ‘pai-avô’? Como?

As pessoas cometem atrocidades porque sentem prazer. Não precisam ser pobres, doentes, muito menos ignorantes. A cultura não é salvo-conduto para nada. Os nazistas ouviam Wagner no jantar e exterminavam crianças ao amanhecer.

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