Prazo se esgota e dono de empresa não aparece para conversar com investidores em Lorena

O proprietário da SFO Holding afirmou aos clientes que reabriria a empresa nesta segunda-feira (1) para negociar

Escrito por: Vinicius Assis3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
Reprodução/Redes Sociais
O empresário afirmou que a empresa voltaria a funcionar nesta segunda-feira (1) (Reprodução/Redes Sociais)

O caso dos investidores que buscam reaver o dinheiro que depositaram na SFO Holding de Lorena ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (1). O proprietário havia prometido que a empresa voltaria a funcionar nesta segunda, na esperança de encontrá-lo, várias pessoas que buscam o dinheiro que têm direito foram até à sede da empresa, mas encontraram as portas fechadas.

De acordo com Fábio Capucho, advogado de um grupo de investidores que ainda não recebeu, já existe mais de 125 ações contra a empresa na Justiça, uma delas busca reaver R$ 8 milhões. O advogado também informou que acredita que mais pessoas entrem na Justiça contra o Samuel Fradique, proprietário da holding e contra a empresa: “Minha expectativa é protocolar ao menos umas 50 ações durante os dias 1º a 5 de junho.” Afirmou Capucho.

Na esperança de receber pelo menos o dinheiro que investiram ou alguma explicação sobre como serão ressarcidas, várias pessoas foram até à sede da empresa. As filas em frente à SFO Holding já se tornaram comuns, mas a falta de respostas também.

No início da relação turbulenta entre Fradique e os investidores, o empresário informou que honraria os pagamentos, mas de maneira gradual e parcelada. Ele também afirmou que o motivo para o atraso no pagamento era a crise gerada pela pandemia do coronavírus.

Samuel Fradique afirmou em comunicado aos investidores e também pessoalmente para quem foi cobrá-lo na sede da empresa no dia 12 de maio, que as atividades da SFO Holding voltaria neste dia 1° de junho. Ele iria renegociar as dívidas, pagar uma parcela para alguns investidores e divulgar uma lista com o nome de outros clientes que iriam começar a receber. Mas ele ainda não apareceu.

A empresa em questão é uma holding, ela não produz nada, mas controla o capital de outros empreendimentos ou pessoas. Segundo Capucho, o dono da SFO Holding também é proprietário de empresas no ramo de cosméticos, postos de gasolina e do setor imobiliário. Neste caso, ele teria dado início a esse projeto para emprestar dinheiro de pessoas comuns, fazer render nas empresas dele e devolver, com no mínimo, 7% de juros ao mês, valor muito acima de outros investimentos no mercado. As empresas de Fradique na cidade foram fechadas e as fachadas foram descaracterizadas.

Representantes da empresa disseram aos investidores que vão criar um grupo em um aplicativo de mensagens para negociar os pagamentos. Desde a primeira reportagem sobre o tema publicada em 6 de maio, Samuel Fradique, e outras pessoas ligadas a ele foram procuradas pelo Portal Meon, mas não houve resposta até o momento.

Tags:destaqueEconomiarotativoPublicado em: