Prefeitura anuncia compra de clube e abre crise política em Cruzeiro
Vereadores questionam prefeito sobre origem do dinheiro

Desde que o prefeito Rafic Zake Simão (PMDB) assinou um decreto de lei tornando o Brasil Futebol Clube utilidade pública, há a especulação de que a Prefeitura de Cruzeiro poderia partir para a desapropriação do clube, o que gerou dúvida de alguns vereadores que questionam como a administração municipal poderia arcar com os custos desse processo.
O vereador de oposição, Marco Aurélio (PR), publicou o documento de decreto nas redes sociais questionando a atitude do prefeito. “É com grande preocupação que recebi hoje uma cópia do decreto pelo qual o Executivo Municipal resolveu declarar de utilidade pública o Brasil Futebol Clube, para fins de desapropriação”.
Na postagem do parlamentar a medida preocupa os vereadores, já que o próprio chefe do Executivo se queixou diversas vezes da falta de recursos para aplicar em diversas áreas, e por isso não acredita que seja possível investir na desapropriação do clube.
Em entrevista a uma rádio da região, nesta sexta-feira, o prefeito esclareceu que o decreto apenas transforma a área em utilidade pública e que não necessariamente a Prefeitura efetuará a desapropriação. “Nós fizemos um decreto de tornar utilidade pública, mas não temos a intenção de comprar. Tomamos essa atitude porque a partir daí a propriedade não pode ser comercializada de qualquer maneira, sendo que o poder público terá total prioridade caso haja o interesse de venda”, explicou.
Simão disse ainda que a atitude foi tomada porque no ano passado iniciou uma tratativa com o Sesc (Serviço Social do Comércio) que, segundo ele, demonstrou interesse em se instalar em Cruzeiro. “No ano passado iniciamos uma tratativa com o Sesc, e eles se interessarem em vir para Cruzeiro. Eles mesmo iriam comprar a área”, afirmou.
Sobre as acusações do vereador, o prefeito disse que não entendeu a atitude, já que depois de enviar o decreto para Câmara não foi procurado por nenhum parlamentar para esclarecer a medida. “Quando fizemos o decreto e mandamos para a Câmara, em nenhum momento o vereador veio até a Prefeitura cobrar explicações. O que está havendo é um ataque político, porque se ele tivesse procurado o prefeito, secretário ou qualquer assessor, poderíamos ter dado a explicação necessária para ele”, finalizou.
Posts Relacionados

EDP investe R$ 4,5 milhões para ampliar capacidade energética de Lorena em 15%

Defesa Civil emite alerta severo para chuva forte em São José dos Campos e Jacareí

Via Dutra terá obras de recuperação do pavimento até 22 de outubro
