Prefeitura de Taubaté vai demitir mais 1.031 temporários até 2015
Depois de demitir mais 194 servidores no último dia 12 de novembro, incluindo professores da rede municipal, a Prefeitura de Taubaté admite que ainda terá que cortar outros 1.031 funcionários temporários. A afirmação foi feita em audiência pública realizada na Câmara, nesta quinta-feira (20).


Daniel Bueno, Carlos Peixoto e Jean Soldi
Divulgação/CMT
Depois de demitir mais 194 servidores no último dia 12 de novembro, incluindo professores da rede municipal, a Prefeitura de Taubaté admite que ainda terá que cortar outros 1.031 funcionários temporários. A afirmação foi feita em audiência pública realizada na Câmara.
Segundo o diretor de Administração da prefeitura, Daniel Bueno, as demissões estão sendo negociadas com o Ministério Público. “Se cumpríssemos de uma vez todas as demissões, o maior prejudicado seria a população. Ao longo do tempo, vem se negociando com o Ministério Público, contando com sua paciência, para que isso não ocorra”, afirma.
Demissões
Ao todo, desde o início deste ano, a prefeitura já dispensou 1.429 servidores temporários. Os cortes atendem uma determinação do Ministério Público. No início do mandato, o prefeito Ortiz Junior (PSDB) assumiu um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o MP para substituir cerca de duas mil contratações irregulares por servidores concursados.
O MP apurou que Taubaté possuía na época, entre seus 8 mil funcionários, 3,5 mil pessoas admitidas sem concurso público. Com as demissões, a administração deve economizar cerca de R$ 100 milhões com a folha de pagamento.
Concurso
Ainda na audiência pública, Bueno disse que será lançado na próxima semana um edital para contratar a empresa que vai coordenar o próximo concurso público, no qual serão substituídos os funcionários temporários que serão demitidos. Ao menos dois concursos devem ser realizados com cerca de 60 cargos diferentes principalmente nas áreas de Saúde e Educação.
Manifestações
Cerca de 30 servidores demitidos na última semana compareceram à sessão e questionaram o diretor e o Secretário de Negócios Jurídicos da Prefeitura, Jean Soldi. O presidente da casa, Carlos Peixoto (PMDB) garantiu aos ex-funcionários, que dentro da legalidade, os vereadores vão acompanhar os fatos para que todos os diretos destes trabalhadores sejam garantidos.
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