Prefeitura exige estudo de área contaminada em São Sebastião

População da área afetada do bairro Itatinga ainda sofre com sintomas

Escrito por: Idelter Xavier3 min de leitura
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Durante reunião com o MPE (Ministério Público Estadual), com a Petrobras, a Cetesb e representantes da Vigilância Epidemiológica do Estado, a Prefeitura de São Sebastião exigiu da estatal um estudo epidemiológico na área contaminada do bairro Itatinga. O encontro aconteceu no início do mês para a exigência do documento.

A exigência foi feita após determinação do MPE, para que sejam realizadas ações de saúde que identifiquem a real situação da população do bairro, devido à exposição à área contaminada no passado.

O vereador Edivaldo Pereira é morador do bairro, e apóia a realização dos estudos. “É algo que a população vem pedindo há muito tempo. Existem pessoas que alegam ter desenvolvido doenças como câncer, devido à contaminação, e somente um estudo como este pode comprovar isso”.

Segundo as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde, o estudo epidemiológico é o único meio para comprovar a ocorrência de patologias na população do bairro Itatinga, e que possam ter relação com a contaminação no local. Além disso, será possível evidenciar a necessidade de acompanhamento médico à saúde dos moradores do bairro.

“Muita gente sofre com dor de cabeça e tontura, algumas pessoas já tiveram câncer, outras faleceram. Na minha casa, graças a Deus, o pessoal só teve dor de cabeça e tontura, mas na vizinhança tem esses casos piores. É muito importante que esse problema seja resolvido e que a população tenha algum retorno”, diz o morador do bairro, Djalma Marcelino Bernardino, vendedor, 42 anos. Ele mora com mais quatro pessoas em sua residência.

Caso Itatinga
Em 2006, após a reclamação de um morador do bairro, foi acionado um convênio entre a Petrobras e a Cetesb, para o monitoramento ambiental em área com potencial risco de contaminação ou contaminadas.

Após estudos de diagnóstico ambiental, duas áreas foram delimitadas. Os moradores foram indenizados entre 2006 e 2010 para viabilizar a demolição dos imóveis  e assim permitir tanto a investigação detalhada como a remediação da área.

Outro lado  
“A Petrobras esclarece que participou de uma reunião em 30 de setembro com o Ministério Público Estadual e a Prefeitura de São Sebastião na qual a companhia fez a proposta de realizar, junto ao município, à Cetesb e à Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, o levantamento, a compilação e a interpretação das informações de saúde da população do Itatinga existentes, correlacionando-as com os estudos ambientais, o que seria suficiente para contribuir para uma avaliação da necessidade de se definir eventuais ações futuras direcionadas  para a saúde da comunidade.

Essa proposição baseia-se nas informações existentes no processo, que compreendem exames toxicológicos realizados em 2006 e 2007, exames clínicos e laboratoriais feitos entre 2008 e 2010, bem como todas as avaliações realizadas pelo Programa Saraci desde 2013, que até o momento não foram avaliadas e interpretadas de forma a apresentar um diagnóstico populacional por equipe multidisciplinar.

A prefeitura, nesta mesma reunião, propôs outra metodologia de estudo, que está sendo analisada pela Petrobras”.

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