Presidente do São Paulo confirma que vai renunciar na terça-feira
O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, vai se reunir na terça-feira com ex-membros da diretoria e comunicar que renuncia ao cargo. Acuado pela crise política e isolado pela saída de antigos aliados, o dirigente tomou a decisão durante o fim de semana e sai para evitar um processo de impeachment, que já tem sido articulado por…

O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, vai se reunir na terça-feira com ex-membros da diretoria e comunicar que renuncia ao cargo. Acuado pela crise política e isolado pela saída de antigos aliados, o dirigente tomou a decisão durante o fim de semana e sai para evitar um processo de impeachment, que já tem sido articulado por opositores. A informação foi confirmada pela reportagem neste domingo.
Aidar convocou um encontro com antigos colegas de gestão na próxima terça-feira para oficializar a saída do cargo e entregar ao Conselho Deliberativo a carta de renúncia. O presidente do órgão, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vai passar a assumir a presidência do clube por 30 dias e, ao fim do prazo, terá de convocar novas eleições. O mandato do sucessor de Aidar vai até abril de 2017.
Os acontecimentos da última semana minaram a força política de Aidar e o isolaram no cargo. No sábado, o presidente recebeu o comunicado de que o grupo político liderado pelo seu antigo vice, Júlio Casares, havia retirado o apoio e passava a integrar a oposição. Na sexta, o presidente se reuniu com as suas filhas e repensou a decisão de continuar no comando diante de tantos conflitos.
A crise política no clube se acelerou na última semana com o rompimento entre o presidente e Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice de futebol. Os dois brigaram na segunda-feira e na sequência, Guerreiro foi exonerado. A saída do dirigente responsável por cuidar do departamento de futebol motivou um princípio de demissão coletiva na diretoria e Aidar resolveu, então, solicitar a todos que entregassem seus cargos.
Na quinta-feira, Aidar convocou uma reunião com ex-presidentes do clube para conversar sobre as mudanças na gestão e pedir para que acompanhassem o trabalho de reestruturação de diretoria. Embora ainda estivesse confiante, o dirigente viu o e-mail do ex-aliado Ataíde Gil Guerreiro ser publicado na imprensa com acusações graves à gestão, como denúncias de irregularidades e desvio de dinheiro em transferências. No texto, Ataíde comenta que gravou uma conversa entre os dois para provar.
O dossiê preparado por Ataíde motivou a convocação de uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo. No próximo dia 22, os membros devem ir ao Morumbi para ouvir a gravação da conversa e escutar o depoimento do ex-vice de futebol. A oposição também pretendia articular um impeachment, com a entrada de um ofício contra o presidente do São Paulo.
Aidar assumiu o cargo em abril de 2014, como antecessor de Juvenal Juvêncio. Foi a segunda passagem do dirigente pelo clube. A primeira foi entre 1984 e 1988, quando o São Paulo conquistou como principal título o Campeonato Brasileiro de 1986.
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