Pressionado por Petrobras e bancos, Ibovespa tem nova queda

A Bovespa terminou mais uma sessão no vermelho nesta segunda-feira, 9, a quarta consecutiva, pressionada pela deterioração da situação política do País. À tarde, o índice renovou as mínimas, puxado por Petrobras e bancos, mas conseguiu terminar longe do piso, mas no menor nível em quase um mês. O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,60%, aos…

Escrito por: Conteúdo Estadão3 min de leitura
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A Bovespa terminou mais uma sessão no vermelho nesta segunda-feira, 9, a quarta consecutiva, pressionada pela deterioração da situação política do País. À tarde, o índice renovou as mínimas, puxado por Petrobras e bancos, mas conseguiu terminar longe do piso, mas no menor nível em quase um mês.

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,60%, aos 49.181,01 pontos, menor patamar desde 11 de fevereiro (48.239,67 pontos). Na mínima, marcou 48.952 pontos (-2,06%) e, na máxima, 49.978 pontos (-0,01%). No mês até hoje, acumula baixa de 4,66%. Vale destacar que no mesmo período de fevereiro o Ibovespa acumulava alta de 5,28%. No ano até agora, a bolsa cai 1,65%. O giro financeiro totalizou R$ 6,137 bilhões.

O mercado digeriu hoje os nomes da Lista de Janot – e todos os seus desdobramentos durante o final de semana – e também o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff na noite de ontem, quando defendeu o ajuste fiscal. Sem admitir qualquer culpa pelos erros de seu primeiro mandato, e atribuir parte da culpa às medidas de ajuste agora adotadas pela seca nas regiões Sudeste e Nordeste e à piora da conjuntura internacional, a presidente sugeriu que a imprensa tenta transformar a crise em algo mais grave do que é.

Para o mercado, no entanto, a crise está posta e tanto a lista quanto a reação pública a seu pronunciamento – lembrando que no próximo domingo haverá manifestação contra o governo – só sugerem um movimento defensivo. E isso se traduziu em venda de ações.

Nem mesmo a disparada do dólar está atraindo o estrangeiro para o mercado doméstico. Como a moeda norte-americana dia a dia galga um patamar a mais ante o real, a ideia pode ser esperar um pouco mais para ver até onde ele vai – e também aguardar a diminuição dessa instabilidade – para comprar.

À tarde, os papéis de Petrobras e bancos aprofundaram as quedas depois que a Moody’s divulgou relatório sobre as investigações na estatal. Apesar de não trazer fato novo, o documento levou muitos investidores a venderem ainda mais esses papéis. Entre outras coisas, a Moody’s declarou que as investigações da Lava Jato podem afetar vários setores e que, diante dessa influência negativa sobre a economia, o governo estaria inclinado a dar suporte financeiro. No caso dos bancos, a investigação poderia resultar em lucros mais baixos, sobretudo se as instituições públicas tiverem que dar suporte à Petrobras.

No final da sessão, Petrobras ON recuou 3,30% e a PN, 3,57%. Bradesco PN, -2,87%, Itaú Unibanco PN, -2,60%, BB ON, -3,91%, e Santander unit, -0,72%.

Vale ON caiu 0,26% e PNA, 0,12%, mas Gerdau PN avançou 4,15%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,33%, Usiminas PNA, 2,71%, e CSN ON, 4,65%.

As bolsas americanas, que fecham hoje no mesmo horário da brasileira por causa do horário de verão, subiram. O Dow Jones avançou 0,78%, aos 17.995,72 pontos, o S&P 500 teve ganho de 0,39%, aos 2.079,43 pontos, e o Nasdaq registrou valorização de 0,31%, aos 4.942,44 pontos.

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