Professores avaliam prova da Fuvest e classificam como ‘exigente’
Na região, foram 6.148 estudantes inscritos em São José, Taubaté e Lorena


Avaliação exigiu conhecimento e conexão das áreas
Divulgação
A primeira etapa da prova do vestibular da Fuvest realizada neste domingo (28) foi avaliada por professores do Colégio Objetivo. Ao Meon, eles classificaram a prova como difícil e ‘exigente’. Na região, foram 6.148 inscritos em São José dos Campos, Taubaté e Lorena.
Na prova de Matemática, a professora Ercole Pellicano Neto destaca que a avaliação foi bem elaborada, com questões de Polinômios com números complexos e Geometria. “A prova de Matemática foi muito bem elaborada. Uma prova que vai realmente favorecer os alunos com conhecimento, que se aplicaram durante o ano”, disse.
“Daria o destaque para uma questão de Polinômios com números complexos, e Análise Combinatória, um assunto recorrente na Fuvest. Além disso, apresenta questões de Geometria com questões clássicas, misturando Geometria Espacial, Plana e Trigonometria. A prova foi de ótimo nível”.
O professor de Química, Roberto de Paula Lima Filho, também avaliou as questões como difícil, mas sem ‘armadilhas. Ele classifica as questões como extensas. “Prova de química com a predominância de questões médias. Uma questão sobre forças intermoleculares que abordava o uso de um hidrorrepelente era muito parecida com a do Enem sobre repelente para urina nos postes”, conta.
“A questão de radioatividade era difícil, pois exigia conceitos de função logarítmica. Apenas uma questão de química orgânica. Prova exigente, mas sem armadilhas e dentro do esperado em termos de conteúdo. Algumas questões eram muito extensas para o tempo fornecido”.
Na prova de Geografia, a professora Izabel Gavira afirma que exigia conhecimento específico das obras literárias e com questões bem elaboradas. “Prova difícil, exigia conhecimento específico das obras literárias, questões que exigiam do candidato um conhecimento vocabular amplo. Questões bem construídas, porém com graus de dificuldade variados. A questão que cobrava gramática (prefixos) estava super tranquila, em contrapartida numa questão de Mayombe houve multidisciplinaridade. O candidato, além do conhecimento da obra, teria que ter conhecimento em Geografia (clima/relevo)”.
Em Literatura e Linguagem, a professora Luci Rocha comenta que as questões interdisciplinares chamaram a atenção na avaliação. “Interpretação de texto com conceitos de Matemática, fragmentos das obras solicitadas para testar conhecimentos de História (Vidas Secas); História da Arte (Drummond); Geografia (Mayombe). Além disso, surgiram questões mais tradicionais, com fragmentos utilizados de provas anteriores (Brás Cubas e Iracema) e a parte gramatical investiu mais no conhecimento vocabular (sinônimos) e processo de formação de palavras”.
Foram cobrados dos estudantes ‘conexões’ das áreas, de acordo com a professora. “Em se tratando das obras, os exercícios exigiam mais do que o conhecimento de enredos; pois foram cobradas as devidas conexões com outras áreas e recursos literários que se destacavam nos fragmentos apresentados. A prova foi de nível médio para difícil aos candidatos”, destaca.
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