Projeto cobra atenção à alimentação nas escolas em Cruzeiro
Após problemas com merenda, projeto em Cruzeiro cobra atenção à alimentação nas escolas; Proposta que prevê melhor qualidade e combate à obesidade espera sanção do Executivo

Depois de escândalos que envolveram a merenda escolar da rede municipal de Cruzeiro, a cobrança por um projeto de lei sobre a alimentação dos alunos das escolas municipais aumentou na cidade. Aprovada por unidade, a proposta do vereador Diego Miranda (PSDB) busca oferecer às crianças uma educação alimentar que também combata o sobrepeso, além de inserir o tema “alimentação saudável” no projeto político pedagógico das unidades escolares.
A alimentação fornecida pela Prefeitura é feita na Cozinha Piloto. De acordo com o autor do projeto, a transparência da situação dos alimentos à população é essencial, principalmente depois que a cidade perdeu o crédito em relação à cozinha piloto, devido à qualidade da merenda nos últimos tempos. “Devido algumas falhas da administração em relação à procedência, inspeção e fiscalização da qualidade dos alimentos houve um descrédito grande da população”.
As escolas serão incumbidas de promover e incorporar uma alimentação adequada com acompanhamento nutricional, que considere também os hábitos alimentares de cada faixa etária privilegiando alimentos “in natura” e ficará proibida a venda nas lanchonetes das unidades públicas municipais de alimentos e bebidas que não estejam de acordo com as medidas nutricionais do projeto.
Os alunos deverão receber orientações sobre alimentação realmente saudável para o controle da obesidade e a escola ficará encarregada de estabelecer avaliações periódicas das crianças e adolescentes como medição de peso, altura e circunferência abdominal.
Segundo à secretária de Educação, Christina Cobra, o projeto em pauta vai de encontro às ações já realizadas pela secretaria nas escolas municipais através de professores de ciências, educação física e nutrição. “As medições como: altura, peso e circunferência abdominal, já são realizadas pelo profissional de educação física, assim como as orientações para a boa prática esportiva, como fonte de saúde. Noções de alimentação saudável, nossos alunos recebem nas aulas de ciências e da nutricionista da cozinha piloto, que sempre faz visitas às escolas”, alegou.
A estudante universitária de administração, Laísa Mariana Lemos Castilho de 25 anos, é mãe de dois meninos que estudam em escolas municipais, nos bairros Vila Brasil e Cecap Velha e diz ser totalmente a favor do projeto. Ela acredita que a Prefeitura deve sim dar maior atenção à alimentação das crianças, principalmente após as denúncias do aproveitamento de carnes sem procedência, encontradas na cozinha piloto. “Fiquei muito preocupada em relação à intoxicação alimentar. Não sei se meus filhos chegaram a comer aquelas carnes, mas acho que a escola deveria ter dado uma satisfação aos pais para ficarmos mais tranquilos”, desabafou.
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