Projeto leva teatro a 5 mil alunos da rede pública de São José dos Campos
Grupo Caixa de Histórias realiza, nesta sexta, última apresentação da ativdade


Artistas se passam por pesqusadores para propor atividades inusitadas
Letícia Faria/ Divulgação
É possível introduzir teatro e outras artes dentro da sala de aula de forma inovadora e ligada ao cotidiano dos alunos? Para o Grupo Caixa de Histórias, de São José dos Campos, a resposta é sim. De abril a novembro deste ano, o grupo foi parar dentro da escola, no dia a dia de alunos de colégios públicos da cidade. O resultado foi a criação do programa performativo NEP – Núcleo de Estudos da Percepção e 15 apresentações em setembro, outubro e novembro, atingindo um público de aproximadamente 5 mil estudantes.
A estreia aconteceu dia 13 de setembro, na Escola Estadual Eng. Edgar de Mello Mattos de Castro, no Campo dos Alemães, região Sul da cidade. As últimas apresentações do ano serão nos dias 16 e 18 de novembro, sempre em escolas da Rede Pública. Direcionado aos alunos dos anos finais do Ensino Médio e do EJA (Educação para Jovens e Adultos), a iniciativa faz parte de um projeto criado pelo grupo, que produziu uma intervenção artística realizada dentro das escolas e que acontece durante um dia inteiro de aula, da entrada até a saída dos alunos, com o objetivo de oferecer ao estudante uma experiência diferente que o permita renovar o olhar ao mundo à sua volta.
Atividades
Com cinco horas de duração, a intervenção mistura o real e o ficcional. Tudo começa com a equipe do NEP e a dupla de atrizes Glauce Carvalho e Karina Müller, de jalecos brancos, na entrada da escola, preparadas para realizar uma pesquisa científica sobre Percepção. Antes do intervalo, as pesquisadoras passam na sala de aula dizendo ser do NEP e explicando os procedimentos da pesquisa que irão realizar através de questionários e testes que se iniciaram nos anos 80.
Durante a explicação, os alunos não percebem que se trata de teatro, embora alguns elementos serão colocados para aguçar a percepção e causar algum estranhamento. Quando o aluno sai para o intervalo encontra o pátio da escola transformado em uma galeria de exposições, onde o artista plástico Eliseu Weide redimensionou os elementos da escola.
Todas as instalações têm como inspiração objetos e elementos do meio escolar, apontando a beleza no cotidiano da escola. Após o intervalo, as pesquisadoras continuam a pesquisa através de uma cena performática na sala de aula, deixando claro que tudo aquilo não passava de um jogo teatral.
Ao saírem da escola os alunos encontram música e as atrizes com um microfone percebendo coisas simples e chamando a atenção para tudo o que pode e deve ser percebido, como uma folha que cai, o azul do céu, uma motocicleta que passa, um sorriso, etc. Esse momento poético se estende não apenas para o ambiente escolar, mas também para as imediações do bairro, inserindo a comunidade local na experiência.
Posts Relacionados

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai

Novo tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor
