Projeto quer FCCR na rota da música autoral em São José dos Campos

‘Bar de Quinta’ tem shows com bandas da região; desafio é cativar o público

Escrito por: Do Meon3 min de leitura
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Apresentação da banda Voadora do Saci; shows acontecem em frente ao Arquivo Municipal

FCCR/Divulgação

Ocupar o espaço público com atrações culturais e, ao mesmo tempo, fomentar a produção autoral da região é o principal desafio do projeto Bar de Quinta, que acontece às quintas-feiras na Fundação Cultural Cassiano Ricardo, em São José dos Campos. Com shows que acontecem em semanas intercaladas, mas sempre às quintas, o projeto privilegia as bandas do Vale e já trouxe nomes como John John Blacksmith e Voadora do Saci.

O espaço de concreto em frente ao Arquivo Público Municipal ganha estrutura de som e iluminação e serve como palco para abrigar as bandas convidadas. O ambiente a céu aberto somado ao clima fabril do prédio histórico que abrigava a Tecelagem Parahyba oferecem uma aura peculiar que parece já ser a marca registrada do projeto.

Nascido em 2015, o Quinta passa por uma nova fase, na qual o objetivo é atrair um público cativo para as atrações. Curador da empreitada, o músico Dom Oliveira explica que o projeto pode entrar para o grupo de referências de apresentações gratuitas na cidade.

“A formação de público passa por esse trabalho de constância nas apresentações. Ou seja, precisamos fazer com que as pessoas que gostem de música tenham como hábito ir à Fundação Cultural na quinta-feira. Esse comportamento já acontece em outros espaços que oferecem música gratuita: todo mundo sabe que sexta e sábado o Sesc apresenta alguma coisa, ou que no domingo de manhã tem música no Vicentina Aranha. Esse é nosso desafio”, explica.

Critérios
Embora as atrações musicais pertençam a tribos diferentes e o projeto tenha a característica de ceder espaço aos ritmos variados, o critério do que será apresentado passa pelo valor cultural agregado em cada apresentação.

“O projeto tem esse objetivo de trazer a música como manifestação cultural, que vai além do mero entretenimento. Há espaço para diferentes manifestações e a ideia é justamente oferecer ao público recortes de experiências culturais diversificadas”, conta.

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O folk do John John Blacksmith também marcou presença em maio

Divulgação

Outra questão importante para definir a programação é integrar-se com o que está sendo realizado em outros espaços culturais para complementar uma agenda para o município. O objetivo é dar abertura para gêneros que não estão na agenda mensal de outros locais.

“Por exemplo, não adianta a gente oferecer uma apresentação de jazz em um mês em que o Sesc fará um especial desse estilo musical. Então nosso objetivo é que o público de outros gêneros também seja atendido. Daí oferecemos alternativas”, explica.

Para o próximo mês, o Bar de Quinta trará shows de forró e reggae. Além dos shows, uma festa com DJs e música eletrônica autoral está sendo estudada. “Uma festa em um espaço público é um direito, mas também um convite à reflexão por parte das pessoas que gostam desse ambiente. Afinal, a ocupação desse local exige senso de responsabilidade, engajamento e consciência”, conclui.

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