Proposta para encerrar separação de famílias imgirantes irá a voto nos EUA
O presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, o republicano Paul Ryan, afirmou nesta quarta-feira que colocará amanhã em votação na Casa um projeto de lei sobre imigração que encerraria a prática do governo do presidente e colega de partido Donald Trump de separar famílias de imigrantes que cruzam a fronteira…

O presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, o republicano Paul Ryan, afirmou nesta quarta-feira que colocará amanhã em votação na Casa um projeto de lei sobre imigração que encerraria a prática do governo do presidente e colega de partido Donald Trump de separar famílias de imigrantes que cruzam a fronteira ilegalmente.
“Podemos reforçar nossas leis imigratórias sem separar famílias”, disse o parlamentar. “Espero que consigamos aprovar (o projeto de lei) amanhã.”
Na letra fria do projeto, contudo, a forma de evitar as separações seria manter as famílias unidas em centros de detenção de imigrantes enquanto os pais são acionados criminalmente sob a política de “tolerância zero” de Trump.
O modus operandi do atual governo em relação à imigração ilegal tem sido amplamente criticado e resultou na separação de milhares de crianças imigrantes de seus pais. Trump tem se recusado a reverter essa política unilateralmente, exigindo que o Congresso resolva o que ele chama de “brechas legais” de um “sistema quebrado”.
Líderes republicanos na Câmara têm amealhado votos para aprovar a proposta anunciada por Ryan, que eles descrevem como um “compromisso” entre conservadores e moderados no partido para atender a cada um dos “quatro pilares” exigidos por Trump na frente imigratória.
Além de aprovar o uso de US$ 25 bilhões para construir um muro ao longo da fronteira sul dos EUA, a medida ofereceria seis anos de status legal renovável a jovens imigrantes levados ao país por seus pais e que moram em solo americano sem autorização legal. O projeto também encerraria o programa de diversidade de loteria de vistos, que torna elegíveis a uma permissão de residência 55 mil pessoas por ano de países sub-representados na população dos EUA, e cortaria o programa de vistos baseado em parentesco. (Dow Jones Newswires)
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