Protestos pelo Brasil contra o PL que equipara aborto a homicídio
São José deve ter manifestação neste sábado (15)

Manifestantes foram as ruas na noite desta quinta-feira (13) em diversas cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília contra o projeto de lei que equipara o aborto ao crime de homicídio.
+ Leia mais notícias do Brasil
+ Receba as notícias pelo Canal do Meon no WhatsApp
O Projeto de Lei 1904/24 prevê que o aborto praticado após as 22 semanas de gestação seja classificado como homicídio, em qualquer situação, inclusive em casos de gravidez resultante de estupro. Mulheres que realizarem o procedimento enfrentarão uma pena que varia de seis a 20 anos.
Atualmente, a lei autoriza o aborto em situações de estupro, risco à vida da mãe e em casos de fetos anencefálicos. Não há um limite de tempo específico estabelecido para a realização do procedimento. Sob a legislação em vigor, as penas pelo aborto variam de acordo com quem pratica o procedimento: de um a três anos de prisão se realizado pela gestante, de um a quatro anos se realizado por um médico ou outra pessoa com o consentimento da gestante, e de três a dez anos se realizado sem o consentimento da mulher.
Na noite desta quarta-feira (12), a Câmara dos Deputados aprovou urgência para a votação do projeto de lei, ou seja, o texto pode ser votado diretamente no plenário sem passar por discussão nas comissões.
Em São Paulo, o protesto foi realizado na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), sob gritos de “Criança não é mãe”, “Respeitem as mulheres” e “Fora Lira” [Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados].
As manifestantes, a aprovação da proposta vai afetar principalmente as crianças, cujos casos de abuso sexual e gestações demoram a ser identificados, resultando em busca tardia aos serviços de aborto legal. Outra crítica é que se o projeto de lei for aprovado, a pena para as mulheres vítimas de estupro será maior do que a dos estupradores, já que a punição para o crime de estupro é de 10 anos de prisão, e as mulheres que abortarem, conforme o projeto, podem ser condenadas a até 20 anos de prisão.
De acordo com dados do Fórum de Segurança Pública, 74.930 pessoas foram estupradas no Brasil em 2022. Desse total, 61,4% eram crianças com até 13 anos de idade.
São José dos Campos
Um ato contra o Projeto de Lei está marcado para acontecer neste sábado (15), na Praça Afonso Pena, no centro de São José dos Campos, às 10 horas.
Posts Relacionados

Justiça determina penhora de mansão de Renato Aragão anunciada por R$ 18 milhões

Aposta única ganha R$ 324,8 milhões na Mega-Sena; confira os números sorteados

PF não pode prender brasileiro por conta própria no exterior; entenda a lei
