Putin anuncia recrutamento de cidadãos para Guerra da Ucrânia e faz ameaça nuclear
Presidente russo fez convocação de parte dos reservistas do país em discurso nesta quarta (21)

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou nesta quarta-feira (21) o recrutamento de cidadãos para auxiliar as ações militares do país na Guerra da Ucrânia.
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A medida foi propagada durante discurso nacional de celebração do 1160º aniversário do Estado Russo, De acordo com Putin, serão recrutados apenas os cidadãos que estão em reserva e cumpriram o serviço militar, com experiência. Eles receberão treinamento adicional baseado na operação militar especial da Rússia na Ucrânia. A estimativa é de 300 mil pessoas sendo mobilizadas.
“Para proteção da nossa Pátria, sua soberania e integridade territorial, para garantir a segurança de nosso povo e das pessoas nos territórios libertados, considero necessário apoiar a proposta do Ministério da Defesa e do Estado-Maior para realizar uma mobilização parcial na Federação da Rússia”, disse o presidente russo.

Putin fez ainda ameaça ao uso de armas nucleares e afirmou que tal afirmação “não é um blefe”. Ele afirmou, porém, que estas só seriam utilizadas em caso de risco territorial a seu país: “nosso país possui várias armas de destruição e, alguns componentes, são ainda mais avançados do que os dos países da Otan. Em resposta à ameaça à integridade territorial do nosso país, vamos usar sem dúvida todos os meios de que dispomos”, pontuou.
O secretário-geral da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, concedeu entrevista à agência Reuters, reafirmando que a aliança continuará apoiando o governo ucraniano neste conflito, mas que não intervirá diretamente contra a Rússia.
“Esse discurso [de Putin] agrava a situação, mas não foi uma surpresa. Estávamos prontos para isso, vamos manter a calma e continuar a ajudar a Ucrânia”, disse Stoltenberg. Entretanto, o secretário afirmou ainda que a OTAN não busca um conflito com a Rússia e não é parte do conflito na Ucrânia, mas está pronta para proteger membros da Aliança. Segundo ele, a OTAN é uma “aliança defensiva”.
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