Quadrilha é presa após sequestrar servidor público de Jambeiro que tentou dar golpe nos bandidos
Funcionário ‘emprestava’ conta bancária para depósito de dinheiro arrecadado em estelionatos


Cinco homens e uma mulher foram presos nesta quinta-feira (6) acusados de estelionato e sequestro de um servidor da Prefeitura de Jambeiro. De acordo com a Polícia Civil, o funcionário público seria cúmplice dos bandidos e teria sido sequestrado após dar um golpe na quadrilha.
O inquérito, conduzido pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São José, aponta que os criminosos usavam a conta bancária do servidor, de 27 anos, para depositar dinheiro obtido por meio dos golpes aplicados em diversas cidades.
A investigação começou quando o servidor foi sequestrado por três homens no dia 6 de novembro, em plena luz do dia, no interior do estacionamento da prefeitura. Ele foi levado para um cativeiro em São Bernardo do Campo (SP), onde permaneceu refém até o dia seguinte.
Por meio da análise de imagens de videomonitoramento e leitura de radares e placas dos veículos utilizados no crime, a DIG identificou os suspeitos de serem os autores do sequestro e, judicialmente, conseguiu autorização para interceptar os celulares dos suspeitos, o que levou aos demais integrantes da quadrilha.
Em São José dos Campos, nos bairros Sítio Bom Jesus, Vale do Sol, Vista Verde e Centro, foram presos três homens e uma mulher, com idades entre 24 a 32 anos. Também foi apreendido um dos veículos utilizados no sequestro da vítima.
Já na cidade de São Bernardo do Campo foi preso um suspeito, de 22 anos, no bairro Cooperativa. Os investigadores identificaram Uma segunda mulher envolvida no esquema que, voluntariamente, se apresentou à DIG para prestar esclarecimentos.
O sequestro
Segundo a DIG, a vítima do sequestro teria emprestado sua conta bancária à quadrilha para que fossem efetuados depósitos e transferências referentes a golpes aplicados pelos bandidos.
Dos valores depositados em sua conta, o servidor ficaria com o percentual de 10% e deveria repassar o restante da quantia à quadrilha. Porém, o servidor teria recebido R$ 23 mil e decidido não repassar a parte combinada. Por este motivo, os bandidos decidiram fazer o sequestro e manter o funcionário público em cativeiro até que a dívida fosse paga.
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