Qual o som da arte?

Expectativa é angariar público para a modalidade artística João Pedro Teles/Meon É possível contemplar, de olhos fechados, uma obra de arte? Se depender dos artistas da Arte Sonora, a resposta é sim. O gênero utiliza elementos nada convencionais para alcançar uma sonoridade inovadora, que ressoa dos mais variados materiais, das sucatas a todo o tipo […]

Escrito por: Do Meon3 min de leitura
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Expectativa é angariar público para a modalidade artística

João Pedro Teles/Meon

É possível contemplar, de olhos fechados, uma obra de arte? Se depender dos artistas da Arte Sonora, a resposta é sim. O gênero utiliza elementos nada convencionais para alcançar uma sonoridade inovadora, que ressoa dos mais variados materiais, das sucatas a todo o tipo de parafernálias eletrônicas ou analógicas. De vez em quando até aparece aqui e ali algum instrumento mais conhecido do público, mas sua utilização é sempre carregada de ressignificações.

Barulho? Música? Ruído? Bom, a atividade reúne um pouco disso tudo para, como toda forma de arte que se preze, suscitar em cada espectador um sentimento diferente. Para explicar um pouco sobre este fazer artístico, a artista sonora Renata Roman estará, no dia 20, na Oficina Cultural Altino Bondesan, em São José dos Campos, onde ministrará o workshop “O mundo é som: introdução à paisagem sonora e gravação de campo”, que acontece entre às 14 h às 17h.

O encontro faz parte do projeto Campos de Experimentações Sonoras, que promove uma série de eventos para difundir a Arte Sonora entre todo o tipo de público. Além de ministrar o workshop, Renata ainda promove uma apresentação, entre às 20h e 21h, no galpão da Altino Bondesan. Mais tarde, das 21h às 22h, é a vez do coletivo audiovisual Yantra apresentar seu trabalho.

De acordo com o coordenador da atividade, Alexandre Marino, o objetivo do projeto é trazer para a cidade artistas que têm trabalhos reconhecidos em âmbito nacional e internacional. Além de atender a iniciado às artes sonoras, o projeto também tem a ambição de formar público, oferecendo esse primeiro contato.

“Por isso tomamos o cuidado de realizar workshops e de abrir um diálogo após as apresentações. Isso ajuda justamente aquele público que ainda não tomou contato com este tipo de arte a tirar suas dúvidas e habituar-se às nuances”, explica.

Paisagem sonora
Durante a oficina de Renata Roman, que precede as apresentações, a artista aborda o tema Paisagem Sonora, termo criado pelo músico e pesquisador canadense R. Murray Schafer para designar o conjunto de sons que compõem os ambientes nos quais estamos inseridos. A oficina apresenta um breve histórico da pesquisa acerca do ambiente sonoro, da fonografia, das aplicações no campo da música e cartografias através da incursão por diversos mapas sonoros, escutas e prática de gravação de campo.

A atividade é gratuita, mas é necessário confirmar presença pelo e-mail [email protected]. Para inscrever-se basta preencher o campo “assunto” com o nome da oficina e, na mensagem, incluir nome completo, idade, e-mail e telefone para contato.

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