Radares evoluem e flagram motorista sem cinto e uso de faixa exclusiva
Os radares de trânsito estão cada dia mais modernos. Medem a velocidade, mostram quem está na faixa exclusiva de ônibus, são capazes de ver a placa de quem furou o rodízio e agora até identificam quem está dirigindo sem cinto de segurança.


Criadora do primeiro radar brasileiro desenvolve novos produtos em São José
Flávio Pereira/Meon
Os radares de trânsito estão cada dia mais modernos e hoje, além de medir a velocidade, mostram quem está na faixa exclusiva de ônibus, são capazes de ver a placa de quem furou o rodízio e agora até identificam quem está dirigindo sem cinto de segurança.
Toda esta tecnologia, que faz com que os equipamentos fiquem cada dia mais inteligentes e modernos, é desenvolvida dentro do Parque Tecnológico de São José dos Campos. A Fotosensores, empresa de tecnologia em mobilidade, foi quem desenvolveu há 20 anos o primeiro radar brasileiro e hoje investe pesado em pesquisa para melhorar cada vez mais a precisão e utilidade destes equipamentos.
Fundada em 1994, dentro de uma incubadora de um parque tecnológico de Fortaleza (CE), a empresa cresceu e hoje mantém parceria para a fiscalização e segurança do trânsito de 15 grandes cidades do Brasil, entre elas duas na RMVale -São José e Caraguatatuba.
“A fiscalização por radar garante que não haja fraude ou dúvida de que uma infração foi cometida. Os usuários deveriam compreender que esses aparelhos são seguros e podem até identificar quem não está de cinto. Assim acaba com as discussões sobre o que o agente de trânsito viu ou não, porque a foto prova o que aconteceu”, explica Jader Klosowski, coordenador de projetos da Fotosensores.
Instalada em São José desde 2010, a empresa trabalha com o desenvolvimento de novas funcionalidades para os radares móveis e fixos. “Criamos aqui um radar que usa sensores que disparam a câmera sem precisar do laço no chão – aquele sensor que fica no asfalto. Com isso as prefeituras poderão economizar tempo e dinheiro porque poupa o asfalto, e diminui o custo de manutenção”, detalha o coordenador.
De acordo com Klosowski, apesar do sucesso no país, o mercado de fiscalização eletronica é complicado. “Países como Chile, disseram que não é uma cultura de fora do Brasil. Que essa coisa de ter que punir para educar é coisa do nosso país. Isso até nos surpreendeu”.
Para o coordenador, o futuro da empresa está em desenvolver sistemas cada vez mais modernos e integrados com novas funcionalidades. “Hoje um equipamento de fiscalização eletrônica tem mais de 50 funções, tais como medir velocidade, ler a placa automaticamente, consulta se o veículo possui restrições cadastrais, entre outras. Mas estamos pesquisando cada dia mais, para tornar mais eficaz e atender as demandas que surgem das cidades”, conclui.
Fotosensores
Onde Fica: Centro Empresarial 1 do Parque Tecnológico
O que faz: Radares de trânsito móveis e fixos
Fundação: 1994
Funcionários: 8 em São José / 100 no Brasil
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