Ratinho se pronuncia após polêmica com Erika Hilton
Apresentador disse que não vai mudar a postura

O apresentador Carlos Massa, de 70 anos, se manifestou publicamente na edição desta segunda-feira (16) do Programa do Ratinho sobre a polêmica envolvendo declarações feitas por ele contra a deputada federal Erika Hilton. O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e resultou em um processo movido pela parlamentar.
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Durante o programa, exibido pelo SBT, Ratinho afirmou que foi “envolvido em um verdadeiro furacão” após expressar sua opinião e disse ter recebido apoio de parte do público.
“Quero agradecer a todos que me apoiaram. Nem tive como acompanhar as milhares de mensagens, quase todas com comentários favoráveis”, declarou o apresentador, destacando ainda que não pretende mudar seu estilo direto de comunicação.
Defesa da postura
Ratinho afirmou que sua forma de se expressar sempre foi marcada pela sinceridade e criticou o que chamou de “patrulhamento” nas redes sociais.
“Quem gosta de mim vai continuar gostando, quem não gosta vai continuar não gostando. Eu não vou mudar meu jeito de ser para agradar quem quer que seja”, disse.
Na última sexta-feira (13), o apresentador já havia se manifestado em suas redes sociais, onde afirmou defender a população trans, mas também o direito à crítica política.
Entenda o caso
A controvérsia teve início na última quarta-feira (11), quando Ratinho comentou, ao vivo, sobre a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. Na ocasião, ele afirmou que a parlamentar “não é mulher”, o que gerou acusações de transfobia por parte de internautas.
Após a repercussão, Erika Hilton anunciou que entrou com uma ação contra o apresentador e solicitou investigação ao Ministério Público de São Paulo. O caso foi encaminhado ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância.
Em manifestação pública, a deputada classificou as declarações como um ataque não apenas a ela, mas à comunidade LGBTQIA+. Segundo o Ministério Público Federal, falas desse tipo podem configurar discurso discriminatório e contribuir para a deslegitimação da identidade de pessoas trans.
O caso segue em apuração pelas autoridades competentes.
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