Recife artificial pode ser alternativa para preservação em São Sebastião
A Câmara de São Sebastião quer políticas que incentivem a recomposição do ecossistema marinho. A proposta é incentivar pesca artesanal, a cultura caiçara e pesca artesanal.


Medida ajuda a proteger vida marinha do litoral
Divulgação
São Sebastião quer políticas que incentivem a recomposição do ecossistema marinho. A proposta é incentivar a pesca artesanal e a cultura caiçara.
Defensor da instalação de recifes artificiais na costa do município, o vereador Jose Reis de Jesus Silva (PSB) solicitou ao secretário de Meio Ambiente, Eduardo Hipólito Rego, informações sobre projetos e estudos que visem a instalação dessas estruturas na costa.
Recifes artificiais são estruturas criadas pelo homem e instaladas no fundo do mar para servir de abrigo à vida marinha e proteger os peixes da ação predatória das redes de arrasto.
“O emprego de recifes naturais tem sido uma alternativa em vários países como no Japão, onde é praticado há mais de 200 anos”, explica o vereador.
O parlamentar ainda ressalta que há mais de dez anos são desenvolvidos projetos de sucesso nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Paraná. O último Estado conta com mais de 1.500 módulos, instalados de forma experimental com resultados satisfatórios tanto no âmbito ambiental quanto no socioeconômico.
No Litoral Norte, a prática também foi realizada pelo Instituto Oceanográfico da USP (Universidade de São Paulo) entre 1998 e 2002. Os recifes foram implementados na costa de Ubatuba. E no Litoral Sul, em Bertioga.
“São ferramentas versáteis para o incremento e gestão dos recursos pesqueiros e na conservação da biodiversidade marinha, por isso defendo a instalação do projeto na cidade que também pode contribuir para o desenvolvimento do turismo subaquático”, afirma.
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