A situação é preocupante, diz prefeito Carlinhos sobre as demissões na GM

Prefeito de S. José recebe representantes do Sindicato dos Metalúrgicos

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Prefeito de S. José recebe representantes do Sindicato dos Metalúrgicos

Antonio Basilio/PMSJC

O prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), recebeu nesta quarta-feira (12) o Sindicato dos Metalúrgicos para discutir sobre as demissões na planta da GM (General Motors). O secretário de Relações do Trabalho, Miranda Ueb, e o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Sebastião Cavali, estiveram presentes na reunião.

A situação na fábrica, em São José, foi tratada como preocupante pelas autoridades, que pedem diálogo com a montadora. Segundo o sindicato, o número de demitidos pode chegar a 500 metalúrgicos. A GM não confirma o total de funcionários dispensados desde o último sábado (8), por meio de telegramas. Os trabalhadores da unidade joseense estão em greve.

“A situação é preocupante e só há um caminho para enfrentar esse momento: o diálogo e a negociação entre as partes. Há uma crise no setor automotivo e é preciso reduzir os impactos sociais dessa situação”, disse o prefeito Carlinhos Almeida.

Ele defende ainda a abertura de diálogo da empresa para negociar a situação e lamenta a postura da montadora. “Nós achamos que a empresa não agiu bem, faltou sensibilidade, faltou diálogo. Queremos que a empresa sente e dialogue com o sindicato. E, da parte do sindicato, que não exista radicalismo. Vamos dialogar com a empresa, buscar uma forma que você não sacrifique o trabalhador. Nós sempre dispomos incentivos para que a fábrica fizesse os investimentos na cidade. Lamentavelmente, o que nós estamos vendo é uma postura contrária a isso”, afirmou o prefeito.

Cobranças
Os representantes do sindicato cobram medidas contra as demissões e investimentos. O presidente Antonio de Barros, o Macapá, pede agendamento com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e os investimentos prometidos para a unidade. Em 2013, R$ 2,5 bilhões de investimentos eram previstos para a planta.

“O poder público não pode se omitir numa situação tão grave quanto esta. As empresas já têm benefícios demais. Agora é hora de o governo agir em defesa do trabalhador”, afirma Macapá.

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