Alckmin se reúne com deputados para explicar transposição do Rio Paraíba
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) se encontrou no Palácio dos Bandeirantes com os deputados padre Afonso Lobato (PV), Hélio Nishimoto (PSDB), André do Prado (PR), Estevam Galvão (DEM) e Samuel Moreira (PSDB), também o secretário de Recursos Hídricos Edson Giriboni e o secretário da Casa Civil Edson Aparecido na tarde desta quinta-feira (20) para explicar sua proposta de possível transposição de água do reservatório do Jaguari, no Vale do Paraíba, para o Sistema Cantareira.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) se encontrou, nesta quinta-feira (20), com os deputados da Frente Parlamentar em Defesa do Rio Paraíba do Sul para explicar a proposta de transposição de água do reservatório do Jaguari, no Vale do Paraíba, para o Sistema Cantareira. O secretário de Recursos Hídricos, Edson Giriboni, e o secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, também estiveram presentes.
O deputado estadual Padre Afonso Lobato (PV), presidente da Frente Parlamentar, disse que a reunião foi convocada pelo próprio governador com o objetivo de esclarecer os parlamentares sobre os objetivos do projeto.“Ele nos falou o que já havia dito à imprensa, ou seja, garantiu que a decisão não tem a ver com o projeto de transposição do rio Paraíba, mas se trata de uma obra que já estava programada para ser realizada em 2020, que precisou ser adiantada por conta das complicações climáticas”, afirma.

Medida permitirá a transferência de água entre os reservatórios
Segundo Lobato, o governador prometeu compensações para o Vale do Paraíba, como alguns programas de proteção das nascentes e tratamento de esgotos nas cidades que ainda não têm esse serviço, como Guaratinguetá, Cruzeiro e Jacareí, onde a Sabesp não opera.
Além de Lobato, participaram do encontro com Alckmin, os deputados estaduais Hélio Nishimoto (PSDB), André do Prado (PR), Estevam Galvão (DEM) e Samuel Moreira (PSDB).
Enchentes
Nesta quinta-feira (20), o governador anunciou que o projeto de transposição vai beneficiar os dois sistemas, pois quando o rio Paraíba está em sua capacidade máxima, costuma alagar as cidades de Lorena, Cachoeira Paulista e Cruzeiro. Esse excesso de água das chuvas seria reservado na represa do Atibainha, aumentando a reserva de água e evitando enchentes nas cidades.
“A proposta é a interligação de dois grandes reservatórios do Sistema Cantareira, com Jaguari, Jacareí, Cachoeira e Atibainha. A represa de Atibainha, em Nazaré Paulista, é do Cantareira e o Jaguari é do Paraíba”, explica Alckmin.
Transposição
Geraldo Alckmin anunciou na quarta-feira (19) um projeto de captação de água da bacia do Rio Paraíba do Sul, na região do Vale do Paraíba, para abastecer o Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água na Grande São Paulo. As obras devem custar cerca de R$ 500 milhões. Segundo Alckmin, a transposição de água entre a represa de Jaguari e o reservatório Atibainha só acontecerá se o nível do Sistema Cantareira estiver abaixo de 35% da capacidade.
De acordo com o governador, nos últimos dez anos isso só ocorreu em duas ocasiões: uma delas corresponde ao momento atual. Nesta quarta-feira, o Cantareira atingiu o volume de 14,7% de sua capacidade. A proposta é retirar água de um dos braços da represa do Jaguari, na cidade de Igaratá, por meio de uma estação elevatória e levá-la ao reservatório Atibainha, em Nazaré Paulista, no Sistema Cantareira, por um canal com 15 km de extensão.
Alckmin disse que a medida não causará impacto nem na produção de energia elétrica nem no fornecimento de água para as cerca de 15 milhões de pessoas que são abastecidas pelo Rio Paraíba do Sul, nos Estados São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto de transposição enfrenta resistência de técnicos e prefeitos da região do Vale do Paraíba e de municípios fluminenses.
“Nós não estamos tirando água do Paraíba. É uma medida que não é novidade, para se ter mais segurança, todos ganham, é uma sinergia. A medida é tecnicamente correta, recomendável, evitando grandes enchentes e grandes secas, o estresse hídrico. É preciso ter um aproveitamento melhor das águas. Isso vai trazer um ganho, você vai ter dois reservatórios gigantescos para poder armazenar mais água e ter mais segurança hídrica. Tem que garantir ao Rio de Janeiro todas as vazões mínimas, mas tanto São Paulo quanto Rio serão beneficiados”, disse Alckmin.
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