Após confronto, denúncia contra Carlinhos vai à votação na quinta (23)

Grupos trocam acusações e ninguém sabe ao certo quem começou

Escrito por: Eduardo Pandeló4 min de leitura
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Sessão de Câmara ( Flávio Pereira e Bruno Fraiha)

Vereadores assistem estarrecidos o confronto entre manisfestantes

Flávio Pereira/CMSJC

A sessão da Câmara de Vereadores de São José dos Campos desta terça-feira (21) terminou antes do previsto devido a um confronto entre manifestantes nas galerias do plenário do legislativo.

Os grupos aguardavam a votação da denúncia apresentada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) que pede a cassação do mandato do prefeito Carlinhos Almeida (PT).

Durante o pinga-fogo, momento da sessão em que os vereadores se revezam na tribuna, manifestantes favoráveis e contrários ao atual governo acabaram entrando em confronto nas galerias. Bate boca e agressões verbais se transformaram em empurrões, socos, arranhões e depredação.

O presidente da Câmara, vereador Shakespeare Carvalho (PRB), percebendo que a situação poderia fugir ao controle, encerrou os trabalhos por questões de segurança.

“Nós alertamos pedindo calma aos presentes, mas houve depredação do patrimônio público e tivemos que encerrar a sessão em respeito à integridade dos próprios manifestantes”, afirmou Shakespeare.

Confusão

Sessão de Câmara (Eduardo Pandeló)

Ônibus trouxeram populares

Reprodução

Por volta das 18h, integrantes do MBL e da juventude do Partido Verde começaram a chegar à Câmara de São José e se organizar na galeria. O mesmo foi feito por funcionários comissionados da prefeitura e membros de movimentos sociais favoráveis ao PT, que chegaram para a sessão em dois ônibus fretados e ficaram estacionados do lado de fora do prédio.

Para o vereador Dr. Roniel (DEM), não havia clima nenhum para continuar os trabalhos. “Fui o primeiro a pedir o adiamento da sessão, ficou bem visível que um grupo de pessoas ligadas ao PT (Partido dos Trabalhadores), que são pessoas evidentemente vinculadas contratadas por esse governo, vieram exclusivamente para arrumar confusão e conseguiram.”

O representante do MBL disse que essa ação não é nada democrática. “Tiraram as nossas faixas e tentaram nos expulsar através das galerias aos empurrões. Impedem que a guarda municipal venha proteger e dar o espaço democrático que todos devem ter. Não concordamos com esse tipo de intolerância na democracia”, completa o coordenador do movimento do MBL, Thomaz Henrique.

Segurança

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Têm sido constantes as manifestações nas galerias da Câmara Municipal e os confrontos entre grupos antagônicos normalmente acabam em agressão. Neste ano é a segunda vez que pessoas são agredidas nas galerias.

O presidente da Câmara lamentou que o comando da Guarda Municipal tenha retirado os dois homens que faziam a segurança do prédio do Legislativo, “Quando essa mesa diretora assumiu, os guardas municipais foram retirados da Câmara. Enviamos ofício à Secretaria de Defesa do Cidadão e ao Comando da Guarda Municipal solicitando a permanência dos guardas por questões de segurança, mas não obtivemos resposta”, declarou.

Ausência

Pressionado pelo MBL para que votasse à favor do recebimento da denúncia, o vereador Luiz Mota (PSC) não compareceu à sessão. Em seu lugar estava o suplente vereador Santos Neves (PSD). Mota é pré-candidato a prefeito, recentemente declarou ser independente e poderia ser decisivo na votação desta terça. Em declarações à reportagem do Meon, Mota disse que poderia votar à favor do processo.

Denúncia

Segundo informações da Câmara Municipal, a denúncia que pede a cassação do prefeito deverá ser colocada em votação na sessão da próxima quinta-feira (23). Para os autores da representação, Carlinhos cometeu infração político-administrativa ao atrasar repasses ao IPSM (Instituto de Previdência do Servidor Municipal).

Em nota, a Prefeitura de São José informou que a suposta denúncia não tem nenhum fundamento. O prefeito vai continuar seu trabalho normalmente.

O instituto conta hoje com um patrimônio sólido de R$ 2 bilhões. O déficit atuarial, criado no IPSM ao longo de administrações passadas, está sendo corrigido pela atual administração. A prefeitura não deixará nenhum resto a pagar das contribuições do IPSM relativas ao exercício de 2016.

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