Após férias coletivas, GM tem plano de demissão voluntária em São José
Nesta sexta-feira (23) a General Motors de São José dos Campos anunciou um plano de demissão voluntária para os trabalhadores da unidade. A proposta é válida até 2 de junho e afeta também os funcionários da planta de São Caetano.


Trabalhadores da montadora podem aderir ao plano até 2 de junho
Divulgação/ Sindicato dos Metalúrgicos
Nesta sexta-feira (23) a General Motors de São José dos Campos anunciou um plano de demissão voluntária para os trabalhadores da unidade. A proposta é válida até 2 de junho e afeta também os funcionários da planta de São Caetano.
A medida acontece após a montadora divulgar, no dia 21, que dará novas férias coletivas para os colaboradores das três fábricas do grupo no país. A parada envolve o terceiro turno e tem de 12 dias a um mês de duração.
Em menos de seis meses é a segunda vez que os trabalhadores da montadora saem de férias coletivas. Em fevereiro, 400 pessoas da unidade São José já haviam parado por causa da manobra da companhia.
A GM ainda não declarou quais condições e benefícios vai oferecer aos funcionários que aderirem ao programa de demissão.
Pressão
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que representa a categoria, acredita que o PDV (Plano de Demissão Voluntária) é uma forma da empresa pressionar o Governo Federal para receber mais recursos e isenções fiscais.
De acordo com o presidente do sindicato Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, o volume de vendas das montadoras não justifica as demissões.
“A S10, modelo que é fabricado em São José, vendeu mais de 16 mil unidades até abril deste ano. Além disso, outras montadoras vem apresentando aumento nas vendas, o que representa que o setor não está em crise”, afirma.
Para o sindicalista, a presidente Dilma Rousseff deve assumir uma postura mais rígida em relação às montadoras.
“Depois de ter liberado verbas para o setor este ano, acredito que o governo deveria lançar como contrapartida uma medida provisória impedindo as demissões. Também seria fundamental para os trabalhadores que a presidente evitasse que o lucro das montadoras no Brasil seja enviado para sedes das multinacionais em outros países”, conclui.
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