Asilo clandestino de Jacareí vai ser investigado por tráfico de pessoas
Após denúncias de maus tratos e de manter 21 idosos e deficientes mentais e dependentes químicos em ambientes fechados e sem ventilação, o asilo clandestino que funcionava em Jacareí agora é alvo de investigação do Ministério Público. O órgão vai abrir um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de pessoas por parte dos donos do asilo.


Polícia Militar fechou o asilo após denúncias de vizinhos por maus tratos
Divulgação
Após denúncias de maus tratos e de manter 25 idosos, deficientes mentais e dependentes químicos em ambientes fechados e sem ventilação, o asilo clandestino que funcionava em Jacareí agora é alvo de investigação do Ministério Público. O órgão vai abrir um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de pessoas por parte dos donos do asilo.
A casa, que funcionava como abrigo clandestino no bairro Vista Verde, foi fechada na última terça-feira (15) pela Polícia Militar após denúncias de vizinhos sobre os maus tratos promovidos pelos donos do local. Agora, o responsável pelo asilo, José Luiz Gonzaga de Oliveira, vai ter que prestar esclarecimentos ao MP, após ter de se explicar para a Polícia Civil.
O inquérito vai investigar a suspeita de tráfico de pessoas, cárcere privado e formação de quadrilha por parte do dono do estabelecimento. Apesar de manter deficientes mentais e idosos na casa, o local não possui alvará para abrigar essas pessoas.
De acordo com o MP, os residentes eram mantidos de maneira degradante, dentro de um cômodo na casa. No momento da ação policial, o relato é que o asilo clandestino contava com um cheiro forte de urina nos ambientes, além de móveis entulhados pela casa.
“Vamos auxiliar o Ministério Público nas investigações. O trabalho vai se concentrar em levantar os dados, interrogar as pessoas envolvidas, assim como parentes e os próprios residentes do asilo clandestino. O Ministério vai apurar as denúncias para chegar até os culpados. A acusação mais forte é sem dúvida a de tráfico de pessoas, o que deve ser apurado de forma séria para que esse crime não passe impunemente”, afirma o presidente do Conselho do Idoso de Jacareí, Frederico Ponchon Bernardes Gil.
Até o encerramento da reportagem, o promotor de Justiça da Cidadania, José Luiz Berdnarski, não foi encontrado para analisar as denúncias. O MP afirmou que o inquérito ainda não foi aberto, mas confirmou que o órgão vai investigar as denúncias.
À época do fechamento do asilo, a Prefeitura de Jacareí informou que não tinha conhecimento do caso e que não havia recebido denúncias sobre o local. Os residentes foram encaminhados para a casa de familiares. Se houver necessidade, a prefeitura conta com um convênio com três estabelecimentos credenciados para receber esses pacientes.
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