Autópsia vai confirmar se estudante morto na Inglaterra é de Caçapava

Uma autópsia será realizada nesta quarta-feira (21) na cidade de Colchester, na Inglaterra, para identificar o corpo que pode ser do estudante de Caçapava, Paulo Henrique Dias Junior, 34 anos. De acordo com a família de Junior, a divulgação do resultado está prevista para as 14h.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
fundo_placeholder-023136

Uma autópsia será realizada nesta quarta-feira (21) na cidade de Colchester, na Inglaterra, para identificar o corpo que pode ser do estudante de Caçapava, Paulo Henrique Dias Junior, 34 anos. De acordo com a família de Junior, a divulgação do resultado está prevista para às 14h.

Resultado será revelado na quarta-feira (21), mas família não alimenta esperanças

Aluno de doutorado da Business School na Universidade de Essex, o estudante teria sido encontrado morto no jardim de uma casa. Segundo informações oficiais, Junior havia fugido de um hospital onde foi internado apresentando transtornos comportamentais.

O engenheiro mecânico Paulo Henrique Dias, pai do estudante, afirma que o filho nunca teve problemas psicológicos ou precisou utilizar medicação controlada.

“A última vez que conversamos foi na terça-feira (13). Na ocasião ele parecia muito feliz. Me disse que estava frequentando a academia e fazia planos de voltar para o país para assistir a Copa do Mundo”, explica.

Mesmo ainda sem a confirmação da autópsia, os familiares já não mantêm esperança de que Junior seja encontrado com vida. De acordo com o pai, o consulado brasileiro em Londres, que mantém o contato com a família, já está providenciando os trâmites para a remoção do corpo para o Brasil.

“Tudo o que eu quero agora é enterrar meu filho e oferecer todas as honrarias que ele merece, pois sempre foi um garoto muito estudioso e que nunca desviou-se de seus objetivos”, afirma.

Desentendimento
Na última vez em que esteve no Brasil, Junior havia relatado ao pai um problema de relacionamento com dois outros estudantes do alojamento onde morava. Uma turca e um grego o tratavam de maneira hostil por não gostarem de brasileiros. O caso foi notificado ao orientador de Junior.

“Quando ele me disse isso, apenas aconselhei que ele se focasse nos estudos. Pena que não houve tempo para que a direção da Universidade tomasse uma atitude em relação ao caso”, disse.

Desolação
Amigo próximo do pesquisador, o também acadêmico Gabrielito Menezes ainda está transtornado com a notícia. Ele ainda não consegue acreditar como Junior esteve envolvido em uma situação como esta.

“É impossível, ele é uma pessoa muito tranquila, estudiosa. Nunca se envolveu em confusão. Conversei com ele na última segunda-feira (12) e ainda não consigo acreditar como tudo isso aconteceu”, afirma.

O Itamaraty informou que presta toda a assistência necessária à família e que o consulado brasileiro de Londres já disponibilizou um profissional para cuidar exclusivamente do caso.

Mesmo assim, a assessoria de imprensa adiantou que episódios como este podem levar até um mês para serem resolvidos.

LEIA TAMBÉM: 
Brasileiro encontrado morto na Inglaterra pode ser de Caçapava

Publicado em:

Posts Relacionados