Caças suecos do projeto FX-2 vão ser montados pela Embraer
A FAB (Força Aérea Brasileira) confirmou que está em negociação para que os caças suecos comprados pelo Governo Federal sejam montados na Embraer, a partir do momento em que sua linha de produção brasileira estiver estabelecida.


Caças suecos comprados pelo Governo vão ser montados pela Embraer
Divulgação/Flickr/Saab AG
A FAB (Força Aérea Brasileira) confirmou que está em negociação para que os caças suecos comprados pelo Governo Federal sejam montados na Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), com sede em São José dos Campos.
O contrato deve ser assinado até dezembro deste ano e, por R$ 10,5 bilhões, o governo vai comprar 36 unidades do avião. As primeiras unidades chegam no país em 2016 e a previsão é que a partir da quinta aeronave, todas sejam montadas no Brasil com peças nacionais. A ideia é que todo o conhecimento de integração de sistemas seja repassado para o Brasil.
Havia especulações que a unidade da Saab, empresa sueca que produz o modelo Gripen NG, em São Bernardo do Campo, pudesse disputar a montagem do caça com a Embraer, mas a empresa do ABC Paulista vai ficar responsável pela produção das asas do avião, que vão ser enviadas para a Embraer.
Em março, o Brasil assinou dois acordos de cooperação com a Suécia para dar prosseguimento à compra dos caças. A principal condição para a aquisição é a necessidade irrestrita da transferência tecnológica, com acesso aos códigos-fonte da aeronave. Os acordos serão encaminhados para aprovação do Congresso Nacional.
Há quatro anos, a Saab comprou 15% da Akaer de São José dos Campos. Com isso, a empresa joseense também deve participar da montagem, com a simulação de todos os componentes digitais e eletrônicos do avião, o que vai capacitar técnicos da FAB e Embraer a fazer suas próprias programações.
Programa FX-2
A decisão sobre a escolha dos caças Gripen NG para equipar a FAB, foi tomada em dezembro do ano passado pela presidente Dilma Rousseff. O processo de aquisição das aeronaves tem acompanhamento de um grupo interministerial criado no âmbito do Ministério da Defesa. Denominado FX-2, o programa prevê o desenvolvimento e incorporação de 36 aviões à Aeronáutica.
De acordo com o compromisso inicial da oferta sueca, nos próximos anos, a indústria brasileira deve assumir cerca de 80% do projeto e da produção das aeronaves.
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