Campanha por PLR tem novas mobilizações na indústria da RMVale

Cerca de 200 trabalhadores da Schrader entraram em greve por 24 horas para pressionar a empresa a negociar a PLR (Participação de Lucros e Resultados), em Jacareí. A empresa ofereceu R$1,5 mil, contra o valor de R$ 4,5 mil exigido pelos funcionários.

Escrito por: Elaine Rodrigues3 min de leitura
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Trabalhadores da Schrader durante assembléia nesta sexta-feira (29) em Jacareí

Divulgação/SindMetal

Cerca de 200 trabalhadores da Schrader entraram em greve por 24 horas para pressionar a negociação da PLR (Participação de Lucros e Resultados), em Jacareí. A empresa ofereceu R$1,5 mil, contra o valor de R$ 4,5 mil exigido pelos funcionários.

“É inaceitável essa proposta da empresa. Ano passado pagaram R$ 3 mil e agora querem pagar metade. Queremos com a paralisação abrir nova negociação e aumentar a oferta da Schrader”, afirma José Donizetti de Almeida, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

Segundo a entidade, a Schrader alegou que esta enfrentando uma crise financeira e que ofecereu o valor que pode pagar. Almeida conta ainda, que outro motivo informado pela fabricante de autopeças foi que gastou muito com a compra de novos compressores e ainda não teve retorno do investimento.

Além da PLR, os trabalhadores pedem a redução da jornada de 42 para 40 horas semanais. “O impasse agora é mesmo a PLR. O pedido de redução das horas semanais já estão sendo estudadas pela direção da empresa ao lado do delegado sindical que acompanhou as negociações”, conclui Almeida.

Uma nova assembléia com os funcionários dos 3 turnos deve ser realizada na manhã de sexta-feira (30), para votar se a categoria mantém ou não a greve.

GM
Segundo o Sindicato dos Metarlúrgicos, as negociações com a GM (General Motors) ainda não tiveram avanços. Após uma reunião que durou cerca de 6 horas, realizada na última quarta-feira (28) em Guarulhos, a entidade aguarda um contato da diretoria da GM para agendar uma nova reunião, entre quinta (29) e sexta-feira (30).

A montadora ofereceu R$ 9,7 mil de participação nos lucros, mas os empregados almejam o triplo, R$ 29 mil. A argumentação do sindicato é de que o valor representaria 1,24% da previsão de faturamento da fábrica em São José neste ano, que é de R$ 9,2 bilhões. O movimento também defende estabilidade no emprego e reivindica que a presidente Dilma Rousseff assine uma medida provisória proibindo as montadoras de demitirem.

Na terça-feira (26), após a paralisação de 24 horas de seus 5.450 funcionários, a GM voltou atrás no anúncio de férias coletivas, feito na semana anterior. De acordo com o Sindicato, a empresa alegou que as férias entre 12 e 29 de junho, que seriam aplicadas em turnos para toda a planta, foi suspensa para ajustes na produção. O PDV (Programa de Demissões Voluntárias) foi mantido.

Outro lado
Procuradas pelo Meon, até o fechamento desta reportagem, as empresas ainda não haviam se manisfetado.

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