Centrais sindicais se unem para mobilizar Greve Geral na RMVale
Entidades querem que a greve paralise os principais serviços


Manifestação contra corte de gastos na educação no dia 15 de maio em São José
Reprodução/Assessoria da Amélia Naomi
A Greve Geral marcada para o próximo dia 14 mobiliza a união entre diversas frentes sindicais na RMVale. Nesta quarta-feira (5), por exemplo, está marcada uma reunião entre entidades que vão discutir estratégias de paralisação e atos para ocorrer nas cidades da região.
A penúltima plenária preparatória para a greve está marcada para acontecer às 17h, na sede do Fórum de Lutas do Vale do Paraíba, no Sindicato dos Químicos, em São José dos Campos. A reunião deve contar com a participação dos sindicatos dos condutores, da alimentação, dos petroleiros, dos bancários, além dos químicos e metalúrgicos.
A expectativa dos organizadores é que a greve seja semelhante com a que ocorreu em 2017, com paralisação dos principais serviços. Este ano, os movimentos sairão às ruas manifestando opinião contrária à reforma da Previdência, cortes de verbas na educação e desemprego.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José, filiado à CSP-Conlutas, já deu início as discussões com trabalhadores das fábricas, com a realização de assembleias e distribuição de folders informativos, como informa Weller Gonçalves, presidente da entidade.
“Estamos realizando assembleias na porta das fábricas desde o dia 1º para dialogar com os metalúrgicos sobre a importância de adesão à greve. Vamos garantir todos os esforços para que a greve aconteça, pois somos radicalmente contrários à reforma. A proposta coloca em risco a vida dos metalúrgicos, que terão que trabalhar mais”, afirma.
Nathalia Pereira dos Santos é diretora do Sindicato dos Servidores Municipais de São José e explica como a reforma da Previdência pode afetar os trabalhadores da classe. “A reforma da Previdência atinge fortemente os servidores públicos municipais, estaduais e federais. E, caso seja aprovada, a Proposta de Emenda à Constituição dificultará o acesso à concessão do benefício, reduzirá o valor das aposentadorias e vai ignorar completamente as diferentes realidades dentro do serviço público”.
Quando questionada sobre a união dos sindicatos, Nathalia ressalta que “neste momento as diferenças ideológicas são esquecidas a favor dos trabalhadores. Isso mostra a unidade na luta e organização das entidades e centrais sindicais”.
Ainda não há um cronograma fechado, mas a intenção é que haja paralisação total manifestações nos centros das principais cidades, como São José dos Campos, Jacareí e Taubaté.
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