Construtoras divulgam dados do mercado e cobram zoneamento
A Aconvap (Associação das Construtores do Vale do Paraíba) divulgou, nesta quarta-feira (17), os números do setor imobiliário em São José dos Campos, de julho a dezembro de 2013. Na reunião, as construtoras também cobraram agilidade da Prefeitura para elaboração e aprovação da nova lei de zoneamento.


Aconvap divulga dados do setor imobiliário em São José dos Campos
Divulgação/CódigoBr
A Aconvap (Associação das Construtores do Vale do Paraíba) divulgou, nesta segunda-feira (17), os números do setor imobiliário em São José dos Campos, de julho a dezembro de 2013. Na reunião, as construtoras também cobraram agilidade da prefeitura para elaboração e aprovação da nova lei de zoneamento.
Os índices apresentados pela pesquisa mostram que o mercado de São José dos Campos possui 3.778 unidades para comercialização, sendo apartamentos de um, dois e quatro dormitórios, além de salas comerciais, com investimento de R$ 1,35 bilhão. As regiões que concentram mais empreendimentos não vendidos são as regiões sul e oeste, com 2.677 unidades.
Segundo o presidente da Aconvap, Paulo Cunha, o momento é crítico para o mercado e há necessidade de pensar no planejamento urbano. “Enquanto a população de São José cresce 1,6% ao ano, o setor não vende como o mesmo ritmo, motivado pelas alterações na lei de zoneamento em 2011. É necessário aprovar o quanto antes a nova lei e injetar ânimo no mercado”, completa Cunha.
Para Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), o valor das áreas na cidade estão elevados. “O preço dos loteamentos e os financiamentos estão muito caros. Existe uma demanda reprimida e por isso o setor está neste momento difícil”, disse.
Na avaliação do engenheiro civil, Gustavo Faria, o Executivo falha ao travar a liberação dos processos. “É preocupante e a prefeitura precisa agir rápido. A nova lei dará agilidade e tem que fomentar o mercado imobiliário”, ressalta Faria.
Outro lado
Rebatendo as informações das construtoras, o secretário de Obras, Dalton Ferracioli, avalia que o problema está no processo para a liberação dos projetos. “Estamos empenhados para agilizar toda essa estrutura, que leva de 4 a 7 meses para a secretaria liberar. O prefeito Carlinhos está sensível às novas mudanças”, afirma.
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