Criança cadeirante precisa de transporte para se tratar em Caraguá
Uma questão recorrente para uma história diferente. Afinal, a Sesau (Secretaria de Saúde) de Sebastião tem ou não carros e vans suficientes para o transporte de pacientes para municípios vizinhos em busca de tratamento? A pergunta, dessa vez, foi feita por uma mãe, Francília Pinheiro da Silva, 28 anos, do lar, moradora do bairro da Enseada, na Costa Norte de São Sebastião.


Paciente precisa tomar seis conduções
para chegar a Acalento
Jorge Mesquita/Imprensa Livre
Uma questão recorrente para uma história diferente. Afinal, a Sesau (Secretaria de Saúde) de Sebastião tem ou não carros e vans suficientes para o transporte de pacientes para municípios vizinhos em busca de tratamento? A pergunta, dessa vez, foi feita por uma mãe, Francília Pinheiro da Silva, 28 anos, do lar, moradora do bairro da Enseada, na Costa Norte de São Sebastião.
Ela e a filha encaram semanalmente atendimento de fisioterapia no Centro de Reabilitação de São Sebastião e, há quatro anos, a pequena Luiza recebeu da profissional da rede um encaminhamento para ser atendida também pela Acalento (Associação de Apoio ao Desenvolvimento Humano), em Caraguá. No entanto, a principal dificuldade é conseguir, de forma permanente, o transporte da menina até o local de atendimento, no bairro Porto Novo, todas as sextas-feiras, para sessões de 40 minutos.
Desde então, a mãe tem feito o possível para que a filha passe pele tratamento alternativo. “Ligo para o agendamento de transportes na Secretaria de Saúde, mas nem sempre conseguimos. Há cerca de um mês não consegue comparecer aos atendimentos. Meu medo é que a minha filha perca a vaga por conta das faltas”.
Francília diz quem mantém conversas constantes com os profissionais da entidade para explicar a situação. “A Sesau fala que não tem o que fazer, que não vão mais disponibilizar carros para Caraguá porque os pacientes de São Sebastião contam com fisioterapeutas na rede disponíveis na cidade. Só que foi a própria profissional que atende a minha filha que fez o encaminhamento para fazer a equoterapia na Acalento”, argumenta.
Segundo a Associação Nacional de Equoterapia, o método terapêutico consiste na utilização de cavalos “dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência ou necessidades especiais”.
Francília conta que, antes de contar com a Secretaria de Saúde, precisava tomar três conduções para ir e para voltar dos atendimentos em Caraguá. A isenção da tarifa no transporte público em São Sebastião alivia o custo, mas não o percurso cansativo.
Luiza também precisa de uma cadeira de rodas adequada para o seu tamanho. “Ela usa uma de tamanho adulto, pois ainda não conseguimos uma doação para ela, ou mesmo comprar esse equipamento”, relata a mãe.
Outro Lado
Segundo a Prefeitura de São Sebastião, a Sesau conta com oito veículos, entre vans, carros e ambulâncias utilizadas para o transporte de pacientes que precisam realizar tratamentos em hospitais ou clínicas fora da cidade. Nos quatro primeiros meses deste ano, 2.413 pessoas utilizaram o serviço.
“É importante esclarecer que o setor de transporte da Secretaria de Saúde não deixa de atender os pacientes que precisam de locomoção. No entanto, o atendimento segue uma agenda e caso ela esteja completa –tendo em vista que o sistema costuma dar prioridade a pacientes que passarão por consultas e exames em localidades mais distantes– outras opções são dadas ao cidadão”.
Segundo a Sesau, “a utilização do transporte regular com o benefício da gratuidade é a melhor alternativa para a locomoção por possibilitar mais independência ao paciente, já que os veículos coletivos utilizados nas cidades da região contam com rampas de acesso e elevadores. Além disso, esta é uma boa maneira de inserção das pessoas com mobilidade reduzida na sociedade o que só traz benefícios”.
A Sesau também alega que o atendimento de equoterapia é um tratamento alternativo “já que o de reabilitação é oferecido pelo município e o atendimento está garantido no Centro de Reabilitação de São Sebastião”.
Lucy Montoro
Em relação à cadeira de rodas, a Sesau alega ter feito a solicitação do novo equipamento ao Governo do Estado –responsável por esta distribuição– em fevereiro deste ano. “Cabe a partir de então ao próprio Estado por meio do Centro de Reabilitação Lucy Montoro entrar em contato com a paciente para que as medidas da criança e o tamanho ideal da cadeira sejam calculadas e providenciada a aquisição do equipamento”.
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