Criança de 3 anos sofreu diversas fraturas e traumatismo craniano, aponta laudo do IML

Menino foi espancado até a morte pela mãe e padrasto na sexta-feira em Cruzeiro

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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João Pedro morreu espancado na sexta-feira

Reprodução/Arquivo Pessoal

O laudo preliminar do IML (Instituto Médico Legal) revela que João Pedro Ribeiro, de 3 anos, que foi espancado até a morte por sua mãe e padrasto, sofreu diversas lesões pela face, pernas e braço e teve traumatismo craniano. O corpo do menino foi sepultado na manhã desta segunda-feira (21), no cemitério municipal de Cruzeiro.

Em depoimento à Polícia Civil, a mãe do menino, Tais Aparecida Albano, disse que bateu em seu filho porque ele não parava de chorar, acreditando que ele fazia birra. Na tentativa de inibir o choro da criança, Tais utilizou um chinelo para bater em João Pedro até que ele vomitou um líquido verde.

A partir desse momento, de acordo com o Boletim de Ocorrência, o padrasto da criança, Mauro Gleydson Lima Aguiar, pegou um cabo de vassoura e bateu em várias partes do corpo do menino até que ele morreu.

O B.O diz ainda que ao perceber que João Pedro estava morto, o casal levou o corpo dele até um terreno às margens da Rodovia SP-52, onde Mauro cavou um buraco raso e enterrou o menino. Para chegar com o menino até o local, a mãe dele o embrulhou em uma manta e o carregou no colo.

À polícia, Mauro informou que fez o buraco com o auxílio da parte metálica de uma enxada. O instrumento utilizado no crime foi deixado na casa junto com o cabo de vassoura. Os objetos foram apreendidos.

Inicialmente, o casal negou ter matado a criança. Mauro havia dito aos policiais que Tais teria espancado a criança, que o menino perdeu a respiração e morreu. Já a mãe disse que batia na criança, mas não com violência a ponto de matar. Ela afirmou ainda que na sexta-feira o menino estava com diarreia e vômito, e por conta disso teria passado mal e morrido.

Os dois foram presos em flagrante por ocultação de cadáver e com direito a fiança no valor de R$ 10 mil cada.

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