Epidemia de dengue em Taubaté põe à prova estrutura da rede de saúde

Com 36 Pamos (Postos de Atendimento Médicos e Odontológicos) e duas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) a estrutura da rede municipal de saúde em Taubaté tem sido insuficiente para atender toda a população. Sofrendo uma epidemia de dengue -com mais de 7 mil casos registrados- a cidade apresenta um aumento representativo na procura pelos atendimentos.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Com epidemia, postos de saúde têm ficado lotados em Taubaté

Divulgação

Sofrendo uma epidemia de dengue com mais de 7 mil casos registrados, Taubaté enfrenta dificuldade para atender tanta gente. Com 36 Pamos (Postos de Atendimento Médicos e Odontológicos) e duas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) a estrutura da rede municipal de saúde tem sido insuficiente.

De acordo com o presidente da comissão de saúde da Câmara de Taubaté, o vereador Bilili de Angelis (PSDB), o atual problema da saúde na cidade não é estrutural, mas de planejamento. O parlamentar afirma que é preciso estabelecer uma política pública que evite epidemias como a que a cidade vive atualmente.

“Temos investimento, temos estrutura, mas falta planejamento. A dengue é um problema gravíssimo e, para enfrentá-lo, é preciso uma gestão mais competente. Acredito que tenhamos uma administração desastrosa para lidar com o problema”, comenta.

Se com a estrutura atual tem sido difícil dar conta de tantos atendimentos, a cidade está prestes a receber R$ 15 milhões de investimentos na área da saúde. Vão ser R$ 9 milhões para a construção de um AME (Ambulatório Médico de Especialidades) e outros R$ 6 milhões para a construção de uma unidade da rede de reabilitação Lucy Montouro.

“É uma boa notícia para a cidade, já que o centro de especialidades deve contar com aproximadamente 11 mil consultas ao mês, desafogando os postos de atendimento pra que a estrutura seja suficiente para atender plenamente os moradores”, afirma o parlamentar.

A prefeitura reconhece que os leitos nos hospitais são insuficientes. Mas credita ao Estado a carência estrutural. Por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, a administração afirma que o número de leitos no hospital é liberado de acordo com o governo estadual.

“Os leitos de hospital são liberados pelo Estado, numa parceria firmada com a cidade, visto que os hospitais pertencem a eles. Esse número teve um aumento nos últimos meses, mas ainda não é o suficiente para atender a demanda do município”, afirma a nota.

Outro lado
Também por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria de Estado da Saúde desvencilhou a quantidade de leitos ao problema de epidemia com a dengue na cidade. Em nota, a secretaria informa que a conduta médica indicada para o tratamento terapêutico da doença, na maioria dos casos, não prevê internação do paciente em leitos hospitalares.

“Além disso, vale deixar claro que, ao contrário do que foi alegado pela prefeitura, o fortalecimento da rede de assistência à saúde, com criação de novos leitos, não é uma prerrogativa exclusiva de governos estaduais. Além da iniciativa dos municípios, depende, ainda, do aumento do teto financeiro do SUS (Sistema Único de Saúde), pelo Ministério da Saúde”, afirma a nota.

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