‘Escola sem Censura’ gera confusão entre manifestantes na Câmara de São José
Guarda Municipal aumentou a distancia entre os militantes para evitar confronto










Nesta quinta-feira(22), o projeto ‘Escola sem Censura’ do vereador Wagner Balieiro(PT) foi lido na Câmara de São José dos Campos. A sessão foi acompanhada de protestos, discussões e confusão entre os manifestantes de direita e esquerda. A Guarda Civil Municipal precisou aumentar a distância entre os militantes para separar o confronto.
A sessão teve início por volta das 17h30 e já contava com grande número de militantes de direita e esquerda. O clima foi de tensão com palavras de ódio e de baixo calão disparadas de ambos os lados. Alguns manifestantes conservadores levaram desodorantes, aparelho de barbear e cartazes escrito “Para as suvacudas” e “Feminazis”. Em contrapartida, manifestantes de esquerda faziam gestos obscenos para os rivais.
O projeto ‘Escola sem Censura’ foi protocolado na semana passada e, segundo o autor, tem como objetivo garantir a liberdade de ensino e pluralidade de ideias no ambiente escolar. Na última terça-feira, dezenas de integrantes de movimentos conservadores ocuparam a galeria do plenário da Câmara para protestar contra a proposta do vereador petista. O projeto passará pelas comissões de justiça e educação e tem até o dia 6 de dezembro para emendas.
Direita
Os manifestantes de direita, contra o ‘Escola sem Censura’ e apoiadores do ‘Escola sem Partido’, gritavam a todo o momento palavras de apoio ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e palavras de repúdio ao ex-presidente Lula (PT), condenado e preso pela Operação Lava Jato.
Deputada estadual eleita pelo PSL, Letícia Aguiar, comentou que o ‘Escola sem Censura’ abre caminho para doutrinação ideológica. “Na escola, o professor tem a liberdade de ensino. Ele não pode chegar na aula e falar o que quer. Existe um conteúdo programático”, comentou Letícia.
Esquerda
Apoiadores da esquerda, apoiadores do projeto do vereador petista, gritavam palavras de apoio aos professores e a Lula. Gritos como “Vem pro debate” e “Lula ladrão, roubou meu coração” foram repetidas diversas vezes assim como palavras de repúdio ao preconceito.
Candidata a deputada estadual pelo PSOL e professora de história da rede pública, Jéssica Marques, comentou que a posição da direita tira o foco dos principais problemas da educação. “Acredito que toda essa discussão é uma cortina de fumaça sobre os verdadeiros problemas da educação que deveriam ser discutidos como a reforma do ensino médio”, comentou Jéssica.
Posts Relacionados

EDP investe R$ 4,5 milhões para ampliar capacidade energética de Lorena em 15%

Defesa Civil emite alerta severo para chuva forte em São José dos Campos e Jacareí

Via Dutra terá obras de recuperação do pavimento até 22 de outubro

