Funcionários da GM de S. José entram em greve por tempo indeterminado
GM propôs novo layoff de dois meses e em seguida demissão; diz sindicato


GM propôs novo layoff de dois meses e em seguida demissão; diz sindicato
Flavio Pereira/Meon
Os trabalhadores da GM (General Motors) de São José dos Campos aprovaram na manhã desta sexta-feira (20), uma greve por tempo indeterminado. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos de São José e Região.
Segundo o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, os funcionários não aceitaram a proposta apresentada pela montadora ao sindicato. “A GM nos informou em reunião nesta quinta-feira (19), a intenção de abrir um novo layoff de dois meses para 800 trabalhadores e após esse período iria demitir os mesmo”, diz.
“Apresentamos em assembleia essa proposta hoje (20) pela manhã aos trabalhadores e eles aprovaram a greve. Queremos abrir uma negociação e não aceitamos nenhuma demissão”, afirma Macapá.
Ainda de acordo com o presidente da categoria, a greve iniciada nesta sexta-feira, acontece dentro do complexo industrial de São José. “Todos os funcionários estão dentro da fábrica e vamos ficar em greve aqui. Todos juntos, trabalhadores e representantes do sindicato”, conta.
Layoff
No último dia 13, os 798 funcionários que estavam afastados em sistema de layoff, desde 8 de setembro de 2014, retornaram ao trabalho. Segundo o sindicato, todos têm garantia de emprego até 7 de agosto e nenhum deles pode ser incluído nos planos de demissão da GM.
PDV
Nesta semana, a GM ampliou o prazo do PDV (Programa de Demissão Voluntária) no complexo industrial da cidade até esta sexta-feira (20). O PDV na unidade da montadora em São José foi aberto inicialmente para o período de 2 de fevereiro até o dia 10 do mesmo mês. Em seguida, o prazo foi prorrogado até o dia 13 e agora até esta sexta-feira.
Segundo o sindicato, até esta quinta-feira (19), 84 funcionários já haviam aderido ao programa. De acordo com a proposta da montadora, os funcionários com restrições médicas e que não poderiam ser demitidos pela empresa, vão receber um benefício especial caso aceitem aderir ao programa.
Para este grupo, a montadora oferece um adicional que varia de 16 a 25 salários -de acordo com o tempo restante para aposentadoria – e um carro Prisma 0km, com valor de mercado de R$ 44,2 mil.
Para os funcionários não lesionados, a proposta inclui um teto adicional de cinco salários de acordo com o tempo de trabalho -benefício não é aplicado para quem tem menos de um ano de casa- e para os aposentados o teto é de sete salários.
Para os trabalhadores que estão na pré-aposentadoria -faltam até 18 meses para aposentar-, o cálculo é feito com base no tempo restante para a aposentadoria. Em todos os casos, a GM oferece plano médico por até 24 meses conforme a situação funcional do empregado.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a unidade da GM em São José possui cerca de 5.300 trabalhadores e produz 300 carros dos modelos S10 e Trail Blazer por dia, além de fabricar motores e transmissão.
Em 2014, a GM de São José abriu três PDV’s e implantou um lay-off (suspensão temporária de contratos). Segundo Macapá, no ano passado 120 funcionários aderiram ao pedido de demissão voluntária.
Em nota, a GM informou que não foi oficialmente comunicada pelo sindicato local sobre o movimento de greve iniciado nesta sexta-feira, conforme determina a legislação vigente. “A decisão causou surpresa pois a proposta apresentada pela GM foi deturpada pelo sindicato. Em função disso, a GM tomará as medidas legais cabíveis”, diz a nota.
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