GM de São José dos Campos prorroga PDV para até sexta-feira (20)

Prazo inicial para aderir ao programa terminava no dia 10 de fevereiro

Escrito por: Do Meon3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
20140801_gm_sindicato_metalurgico_coletiva_assembleia_fabrica_flavio_pereira_2

Prazo inicial para aderir ao programa terminava no dia 10 de fevereiro

Flavio Pereira/Meon

A GM (General Motors) de São José dos Campos ampliou o prazo do PDV (Programa de Demissão Voluntária) no complexo industrial da cidade até esta sexta-feira (20). A Informação é do Sindicato do Metalúrgicos de São José.

O PDV na unidade da montadora em São José foi aberto inicialmente para o período de 2 de fevereiro até o dia 10 do mesmo mês. Em seguida, o prazo foi prorrogado até o dia 13 e agora até esta sexta-feira.

Segundo o sindicato, até a semana passada, cerca de 60 funcionários já haviam aderido ao programa e outros 17 pedidos estavam em fase de análise pela GM. De acordo com a proposta da montadora, os funcionários com restrições médicas e que não poderiam ser demitidos pela empresa, vão receber um benefício especial caso aceitem aderir ao programa.

Para este grupo, a montadora oferece um adicional que varia de 16 a 25 salários -de acordo com o tempo restante para aposentadoria – e um carro Prisma 0km, com valor de mercado de R$ 44,2 mil.

Para os funcionários não lesionados, a proposta inclui um teto adicional de cinco salários de acordo com o tempo de trabalho -benefício não é aplicado para quem tem menos de um ano de casa- e para os aposentados o teto é de sete salários.

Para os trabalhadores que estão na pré-aposentadoria -faltam até 18 meses para aposentar-, o cálculo é feito com base no tempo restante para a aposentadoria. Em todos os casos, a GM oferece plano médico por até 24 meses conforme a situação funcional do empregado.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a unidade da GM em São José possui cerca de 5.300 trabalhadores e produz 300 carros dos modelos S10 e Trail Blazer por dia, além de fabricar motores e transmissão.

“O sindicato é contra o PDV, encaramos o PDV como um fechamentos de postos de trabalho. Na verdade, a abertura do PDV já era esperada desde agosto do ano passado e eles abriram agora”, afirma Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, presidente do sindicato. “A GM faz parte da indústria automobilística que está em crise e assim como outras empresas do setor está demitindo. Encaramos o PDV como demissão”, conclui.

Em 2014, a GM de São José abriu três PDV’s e implantou um lay-off (suspensão temporária de contratos). Segundo Macapá, no ano passado 120 funcionários aderiram ao pedido de demissão voluntária.

Em nota, a GM informou que “decidiu abrir um PDV (Programa de Desligamento Voluntário) para os empregados horistas dos complexos industriais de São Caetano do Sul e de São José dos Campos no período de 2 a 10 de fevereiro de 2015. A medida tem como objetivo adequar a produção à atual demanda do mercado”.

Publicado em: