Ilhabela zera taxa de mortalidade infantil e materna em 2012
Muitas crianças morrem em todo o mundo antes mesmo de completarem um mês de vida. No entanto, em 12 anos, a mortalidade infantil no Estado de São Paulo caiu 32,25%, segundo levantamento da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) divulgado em dezembro do ano passado. Em 2012, a taxa de mortalidade ficou em 11,48. Em relação a 2011, a taxa ficou praticamente estável, visto que naquele ano o índice chegou a 11,55 mortes por mil nascimentos.


Em ilhabela, o índice de mortalidade materna é zero desde 2010
Agência Brasil
Muitas crianças morrem em todo o mundo antes mesmo de completarem um mês de vida. No entanto, em 12 anos, a mortalidade infantil no Estado de São Paulo caiu 32,25%, segundo levantamento da Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) divulgado em dezembro do ano passado. Em 2012, a taxa de mortalidade ficou em 11,48. Em relação a 2011, a taxa ficou praticamente estável, visto que naquele ano o índice chegou a 11,55 mortes por mil nascimentos.
Na região, Ilhabela teve a menor taxa registrada e um excelente resultado em 2013: nenhum óbito infantil ou materno. Na cidade, o índice é zero desde 2010 para mortalidade materna. Já com relação a mortalidade infantil, os índices registrados em 2010, 2011 e 2012 foram, respectivamente, de 10,26, 16,91 e 4,34.
Em São Sebastião, nos últimos 10 anos o índice de mortalidade infantil no município ficou na média de 12,9, sendo que em 2005 atingiu a média mais alta, com índice de 17,71, e em 2011 a média mais baixa, com 6,5, inclusive comparando com a do estado que no mesmo ano (2011) atingiu a média de 11,55. Ubatuba também ficou dentro da média em 2013, com o índice de 10,12. Já Caraguatatuba registrou um índice de 9,73 no ano passado, quase o mesmo registrado em 2012, de 9,9.
Em 2007, atendendo a uma antiga reivindicação dos comitês municipais dos quatro municípios do Litoral Norte, foi instituído o Comitê Regional de Mortalidade Materna, Infantil e Fetal do GVE 28 Caraguatatuba. No município de São Sebastião, as reuniões acontecem mensalmente para avaliação, classificação dos casos e propositura de ação, quando detectada necessidade.
Em Ubatuba, o Comitê Municipal de Investigação de Mortalidade Materno – Infantil e Fetal foi instituído no ano de 1999.
Entre as ações executadas para reduzir os índices, estão o acompanhamento do pré-natal (baixo e alto risco), garantir todos os exames necessários para a gestante, acompanhamento especializado com profissionais como cardiologista e endocrinologista (caso necessário), busca ativa por gestantes faltosas, testes rápidos de DST’s/AIDS e identificação de gestantes precoces.
Causas
De acordo com Seade, 57,94% das mortes são causadas por complicações na gravidez, no parto ou pouco após o nascimento. Entre 2000 e 2012, esse tipo de problema teve a maior redução percentual (30%), eram responsáveis por 9,69 das mortes e caíram para 6,65. As malformações congênitas tiveram a menor queda (11,66%), sendo responsáveis por 2,5 mortes em cada mil nascidos vivos em 2012, o que representa 21,81% do total. As doenças infecciosas causaram 5,27% das mortes registradas em 2012. As doenças parasitárias foram responsáveis por 4,7% das mortes.
Pré-natal
Para se ter um bom acompanhamento pré-natal, o Ministério da Saúde preconiza um mínimo de seis consultas para gestantes de baixo risco. No estado de São Paulo, o mínimo previsto é de sete consultas.
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