Mais salgada: passagem de ônibus vai ser de R$ 3,40 em São José dos Campos

MPL planeja manifestações contra o reajuste na próxima sexta

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
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População joseense critica aumento na passagem de ônibus

Flávio Pereira/Meon

Os 180 mil usuários que utilizam o transporte público por dia vão pagar mais caro pela passagem em São José dos Campos. A partir do dia 25 de janeiro, o valor da tarifa salta de R$ 3 para R$ 3,40, um reajuste de 13%. Aos domingos, a tarifa vai ser de R$ 3,40 para quem utilizar dinheiro e R$ 2,90 para quem utilizar o Bilhete Único.

Ativistas e coletivos, entre eles, o MPL (Movimento Passe Livre), planejam para esta sexta-feira (16) uma manifestação contra o aumento. De acordo com a Secretaria de Transportes, o valor estava congelado desde 2013, quando a administração decidiu reajustar o valor e recuou após a onda de protestos, mantendo os atuais R$ 3.

O reajuste anunciado pela prefeitura não agradou aos moradores de São José. Roberto Bordinhon, 38 anos, autônomo e morador do bairro Altos da Vila Paiva, diz que o aumento é absurdo e os serviços oferecidos pela administração não condizem com o valor da tarifa. “O transporte público na cidade está muito ruim, principalmente, nos horários de pico. O serviço não vale nem os atuais R$ 3”, afirma Bordinhon.

“Acho um absurdo cobrar essa tarifa. Os trabalhadores ganham pouco pra viver e o custo de vida aqui na cidade é alto demais”, diz Jhonatan Meirelles, do Jardim Satélite.

A moradora de Santana, Rosane Uebe, também é contra o aumento. “Acho um absurdo este reajuste de 13%. As pessoas não reclamariam tanto do preço, se tivessem um transporte público de qualidade. Além disso, também terá um efeito na economia local, com possíveis demissões ou subempregos, porque não tem empresário que consiga manter todos esses custos”, ressalta.

MPL
Segundo o militante do MPL, Hugo Goulart, o reajuste na tarifa vai afetar diretamente os trabalhadores e estudantes. “Eles [empresários] pediram valores maiores e a administração deu um valor, que mesmo não sendo o solicitado, é um absurdo. Isso só mostra a aliança entre prefeitura e as empresas do transporte público da cidade”, afirma Goulart.

Para esta semana, o MPL junto a outros coletivos deve realizar manifestações contra o reajuste. “Fazemos parte de um coletivo que luta por melhorias no transporte e a nossa intenção é chamar o debate e passar uma crítica consciente sobre a tarifa. O serviço precisa ser tratado como direito da população”, destaca o militante.

Outro lado
Por meio de nota, a Secretaria de Transporte justifica que o aumento se deve aos custos com os salários dos funcionários, insumos e índice da inflação medido pelo IPC-Fipe. “Em 2014, com a desoneração de impostos, a tarifa ficou congelada nos mesmos valores de julho de 2013. Neste ano, o cálculo apontava para R$ 3,42 e chegamos a R$ 3,40”, afirma o secretário de Transportes, Luiz Marcelo Silva Santos.

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