MPL planeja protestos contra reajuste na passagem de ônibus em S. José

Movimentos como o Passe Livre se reúnem neste domingo para organizar protestos

Escrito por: Elaine Rodrigues2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
20140912_protesto_mpl_dutra_flavio_pereira_13

Manifestantes fecharam a via Dutra em São José em 2013, contra aumento da tarifa

Flávio Pereira/Meon

Depois das empresas de ônibus que fazem o transporte coletivo em São José dos Campos pedirem que a prefeitura reajuste a tarifa de R$ 3 para R$ 3,79, o Movimento Passe Livre, entre outras organizações populares e sindicais, se organizam para tentar barrar o aumento.

Os grupos são os mesmos que organizaram as manifestações que levaram quase 30 mil pessoas interditarem a via Dutra em 20 de junho de 2013 em São José, contra o último reajuste proposto de R$ 0,30. Também houveram manifestações violentas, que acabaram com carros e ônibus queimados e o comércio fechado no centro da cidade.  “Se for preciso, teremos novas manifestações sim”, afirma Hugo Goulart, militante do Movimento Passe Livre.

Nesse domingo (11), os grupos, com o apoio do MPL, convocaram uma reunião aberta no parque Santos Dumont. Neste evento, serão decididos os próximos passos, entre eles protestos. De acordo com os militantes, as ações dependem do que será anunciado pelo secretário de Transportes Luiz Marcelo Silva Santos e o prefeito Carlinhos Almeida (PT).

“Em reunião conosco, o secretário indicou que será feito sim um reajuste. Nós apresentamos a nossa pauta, que é não só contra o aumento, mas contra a lógica do transporte público, que deve ser gratuito, como saúde e educação. É um direito que tem que ser dado e não vendido ao povo”, detalha Goulart.

Por meio de nota, a Secretaria de Transportes disse que está aberta ao diálogo e que a revisão tarifária “decorre do contrato de concessão, firmado em 2008, que estabelece a fórmula e os índices que devem ser observados na sua composição”.

Reajuste
O pedido de reajuste de 26% nas passagens de ônibus em São José foi protocolado na última segunda-feira (5) à Câmara, pelas empresas responsáveis pelo transporte coletivo na cidade. A prefeitura tem até a próxima sexta-feira (16) para decidir se concede o aumento.

A pasta ressalta que as planilhas de custos foram elaboradas exclusivamente pelas concessionárias, assim como o novo valor de R$ 3,79, sem qualquer análise da pasta. A Saes Peña, Expresso Maringá e CS Brasil levaram em conta para a composição do novo valor insumos de combustíveis, salários de funcionários, inflação no período, além de considerar a variação de oferta e demanda no sistema.

Publicado em: