Mudanças em escola integral de Guará gera descontentamento
Em reunião escolar foi informado aos pais que as crianças que estudam em período integral, seriam transferidas para fazer atividades extracurriculares em um galpão da prefeitura no Jardim do Vale. Outro problema seria a redução do horário. Hoje os alunos entram na escola às 7h e saem às 16h. Com a mudança as crianças deixariam a escola às 15h.

Uma mudança apresentada pela Prefeitura de Guaratinguetá para 2015, na escola Dr. Guilherme Eugênio Filippo Fernandes, localizada no Parque do Sol, tem gerado insatisfações nos pais dos alunos.
Além do problema do horário, querem remanejar as crianças para um galpão sem estrutura
Vânia Teixeiramãe de aluna
Em reunião escolar foi informado aos pais que as crianças que estudam em período integral, seriam transferidas para fazer atividades extracurriculares em um galpão da prefeitura no Jardim do Vale. Outro problema seria a redução do horário. Hoje os alunos entram na escola às 7h e saem às 16h. Com a mudança as crianças deixariam a escola às 15h.
Para Vânia Teixeira, mãe de uma aluna de sete anos, a mudança é absurda já que os pais trabalham o dia todo e tem um roteiro a seguir para buscar os filhos às 16h, o que não pode ser mudado de uma hora para outra. “Além do problema com o horário, querem fazer o remanejamento das crianças para um galpão que não tem nenhuma estrutura, não tem banheiros, refeitório e bebedouros. Além do que é um local onde cavalos pastam do lado de fora e tem também uma infestação de pombos no local”, salienta.
Os pais dos alunos cobraram da Câmara uma ação. Em reunião realizada entre Secretaria de Educação, vereadores e pais foi levantada a hipótese de reformar a quadra da própria escola e realizar as atividades extracurriculares no local. No entanto a Secretaria de Educação descartou a possibilidade por não haver tempo hábil para fazer a reforma, mas garantiu que vai ser feita a adequação do galpão.
“Não vejo prejuízos para os alunos, uma vez que os estudantes vão ter aulas com os mesmos professores. É uma questão de contingência de momento e não temos outro prédio para abrigar os alunos da escola Maria Júlia”, explica a secretária de Educação Neuza Bedaque.
O prédio da escola Maria Júlia, que fica no bairro Jardim do Vale, foi demolido para reformas e os alunos transferidos para a escola Carmelita, no Jardim Primavera. Segundo a secretária, os pais dos estudantes reclamaram que a atual escola é longe, mesmo com a prefeitura disponibilizando ônibus. Por isso as crianças vão ser transferidas para a escola Dr. Guilherme Eugênio Filippo Fernandes.
Neuza informa que as mães que não quiserem que seus filhos façam as atividades extracurriculares podem buscá-los no primeiro turno. “Vamos adaptar o galpão para receber todos com conforto e segurança. Já construímos banheiros masculino e feminino e vamos instalar bebedouros com água potável e gelada no local, além de carpir todo o espaço. Uma parceria com a Secretaria de Agricultura também vai proporcionar uma horta para o plantio e cultivo pelos alunos”, finaliza.
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