Nanossatélite produzido pelo Inpe continua com testes em órbita
Próximo de completar um mês em órbita o NanosatC-Br1, primeiro CubeSat brasileiro, produzido pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, ainda não completou toda a série de testes de modos de funcionamento. De acordo com os técnicos envolvidos no projeto entre os testes a serem aplicados estão o de repouso e o de estabilização.


Nassossatélite produzido pelo Inpe continua com testes em órbita
Divulgação/Inpe
Próximo de completar um mês em órbita o NanosatC-Br1, primeiro CubeSat brasileiro, produzido pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, ainda não completou toda a série de testes de modos de funcionamento.
De acordo com os técnicos envolvidos no projeto entre os testes a serem aplicados estão o de repouso e o de estabilização.
Com o propósito de coletar dados do campo magnético terrestre, principalmente na denominada região da Amas (Anomalia Magnética da América do Sul) e do setor Brasileiro do Eletrojato Equatorial Ionosférico, o NanosatC-Br1 tem quatro modos de funcionamento.
São eles o Safe-Seguro, modo utilizado no seu lançamento; Nominal, normal com operação de dados; Repouso, baixa quantidade de envio de informações e Estabilização, correção da velocidade em caso de alta rotação.
A Estação Terrena do Inpe, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, é a única que pode enviar telecomandos ao nanossatélite. Ela o monitora em conjunto com a Estação Terrena do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José dos Campos, ambas recebem os dados de rádio amadores para serem decodificados e disponibilizado aos pesquisadores.
“Para um dos projetos já há subsídios completos, para os demais ainda faltam decodificar dados para conclusão das informações iniciais”, explica Ótavio Durão, gerente do projeto pelo Inpe.
Missão
O CubeSat também tem a finalidade de testar em voo os chamados Circuitos Integrados, projetados no Brasil, quanto a resistência à radiação. O objetivo é utilizá-los futuramente em satélites nacionais de maior porte a exemplo da PMM (Plataforma Multi Missão), em desenvolvimento pelo Inpe.
O projeto do NanossatC-Br1 é financiado pela AEB (Agência Espacial Brasileira) e tem uma vertente educacional que envolve parceria entre a UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e o Inpe com a participação de outras entidades como o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação).
O nanossatélite teve o custo total, incluindo o seu lançamento, de US$ 860 mil. Até o fim do ano estão previstos o lançamento de mais três CubeSats nacionais: Aesp-14, Serpens e CanSat, este último desenvolvido por alunos de uma escola pública de Ubatuba.
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