Prefeito afasta secretário e servidores públicos presos em Aparecida
O prefeito de Aparecida, Márcio Siqueira (PSDB), afastou nesta quinta-feira (5) todos os servidores públicos e comissionados envolvidos com a investigação da Polícia Civil, que resultou na prisão do secretário municipal João Luiz Mota e do vereador Élcio Ribeiro Pinto (DEM), além de três outros funcionários da prefeitura.


Prefeito Márcio Siqueira: “temos todo o interesse em apurar a verdade sobre o fato”
Flávio Pereira/Meon
O prefeito de Aparecida, Márcio Siqueira (PSDB), afastou nesta quinta-feira (5) todos os servidores públicos e comissionados envolvidos com a investigação da Polícia Civil, que resultou na prisão do secretário municipal João Luiz Mota e do vereador Élcio Ribeiro Pinto (DEM), além de três outros funcionários da prefeitura.
Para o lugar de Mota, o prefeito nomeou Marcos Willian dos Santos como secretário interino de Indústria e Comércio Ambulante. O servidor de carreira, que já tomou posse nesta quinta-feira, avisou que vai pedir o início imediato do recadastramento de todos os ambulantes da Feira de Aparecida.
Segundo o novo secretário, nos próximos dias, o Executivo vai divulgar como será feito o procedimento de recadastramento, que será realizado por uma comissão interna da Prefeitura de Aparecida, de forma obrigatória.
“Temos todo o interesse em apurar a verdade sobre o fato. O jurídico já está acompanhando o caso para se inteirar do processo como parte interessada e com as informações tomaremos todas as providências necessárias”, afirma o prefeito Márcio Siqueira.
Polícia
Todos os presos na operação da Polícia Civil, denominada Leviatã, devem permanecer detidos nos próximos dez dias na cadeia pública de Guaratinguetá. “Estou preparando um relatório bem detalhado para compor o inquérito. Dentro de dez dias encaminho para a justiça que decide se os envolvidos vão ou não responder em liberdade”, explica o delegado responsável pela investigação, Francisco Sannini Neto.
Entenda o caso
As prisões desta quarta-feira (4) foram resultado de uma investigação de quatro meses da Polícia Civil, que recebeu denúncias de que um grupo com políticos e funcionários públicos estariam controlando e vendendo irregularmente pontos de barracas na Feira Livre de Aparecida.
O trabalho da polícia, acompanhado pelo Ministério Público, culminou nas prisões de um vereador, um secretário municipal, além de três servidores da prefeitura e dois homens que atuariam como agenciadores. “As penas podem chegar a 20 anos de prisão. Eles estão sendo acusados de peculato, organização criminosa entre outros crimes contra a administração pública”, conclui o delegado.
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