Professores da Unifesp, em São José dos Campos, entram em greve

Professores pedem melhorias na condição de trabalho

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Professores pedem melhorias na condição de trabalho

Flavio Pereira/Meon

Os professores do campus da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em São José dos Campos, entraram em greve nesta quarta-feira (1º). Os cortes de verbas pelo governo federal e a falta de investimentos motivaram os professores a paralisarem as atividades.

De acordo com o diretor do campus, Luiz Leduíno de Salles Neto, os cortes atingiram as contas da unidade joseense. Os valores gastos com custeio foram reduzidos em 10% e, em 47%, para o capital. O custeio da unidade gira entorno de R$ 500 mil por mês.

“Os professores aprovaram essa greve por conta da atual situação na unidade. Não temos recursos para comprar livros, equipamentos, investimentos para ampliar o campus, entre outras necessidades. Recebemos a informação dos cortes de baixo pra cima, sem nenhuma explicação”, diz.

Além dos professores, a paralisação também afeta as áreas administrativas. Segundo a diretoria, 50 técnicos administrativos estão paralisados há duas semanas. A diretoria não soube informar se todos os 90 professores aderiram à greve.

Aulas
As aulas na Unifesp devem ser finalizadas nesta sexta-feira (3). Para Leduíno, a greve não vai interferir. “A maioria dos professores já entregaram as notas dos alunos, ficaram apenas as aplicações de algumas provas. O retorno das aulas ainda é que será definido, em assembleia, pelos professores”, explica o diretor.

A previsão é de que as aulas retornem no dia 3 de agosto.

Outro lado
Ao Meon, o MEC (Ministério da Educação) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai acompanhar as negociações junto ao Ministério do Planejamento, que é o responsável pela negociação salarial, e que irá criar um grupo de trabalho para debater questões conceituais da carreira.

De acordo com o MEC, o ministério teve que priorizar as despesas de custeio. “O MEC priorizou as despesas de custeio das Universidades, mas mesmo assim, quando se compara à execução de 2014, o limite de empenho para 2015 ficará maior em 4% quando comparado aos valores empenhados em 2014 e 20% em comparação aos valores pagos em 2014. Quanto às despesas com investimentos em 2015, elas terão um limite de empenho de 73% dos valores de investimento empenhados em 2014”, informa a nota.

O MEC afirma ainda que o Secretário de Educação Superior, Jesualdo Pereira Farias, se reunirá com cada universidade para definir prioridades e readequar prazos. A reunião ocorrerá a partir desta semana.

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