Protesto contra aumento da tarifa percorre principais ruas de São José
Policiais e manifestantes se desentenderam diversas vezes durante ato
















As principais ruas do centro de São José dos Campos, por onde passam milhares de carros diariamente, serviram de cenário para um protesto realizado nesta segunda-feira (18), pelo MPL (Movimento Passe Livre) contra o aumento da tarifa de ônibus. O ato durou cerca de quatro horas e apresentou momentos de discussão e desentendimento entre manifestantes e policiais.
Às 17h, horário marcado para o início do protesto, as pessoas começaram a se reunir na praça Afonso Pena e o MPL afirmava que não havia uma rota preestabelecida. “A nossa intenção é sair para rua, mas o povo que vai gerir o ato. Nós vamos propor uma ideia e eles que decidirão para onde vamos”, afirmou Pedro Rachid, porta-voz do movimento.
A manifestação oficialmente foi para as ruas da cidade às 18h, iniciando na Praça Afonso Pena e seguindo em direção ao Terminal Rodoviário Central, com cerca de 150 pessoas. Em frente à Rodoviária Velha, aconteceu o primeiro momento de parada do ato, com a intensificação dos gritos de ordem, músicas e pedidos de redução da tarifa de ônibus, que eram ouvidos repetidamente durante todo o percurso. Em alguns momentos, os protestantes realizavam um jogral, apresentando a situação do aumento da passagem de R$ 3,40 para R$ 3,80, definido na sexta-feira (13), pela prefeitura.
Umas das frases usadas pelo grupo foi: “se a tarifa aumentar, a cidade vai parar!”. Quem estava passando pelo centro durante a manifestação, sentiu na pele a confusão gerada no trânsito. As empresas de ônibus desviaram as rotas, retornando antes de chegar ao centro. Já os motoristas foram pegos de surpresa quando chegavam pelas vias paralelas e os passageiros do transporte público tiveram que ter paciência para esperar a sua condução chegar.
Grande parte dos usuários do sistema público de transporte, mesmo querendo chegar em logo em casa, apoiou a manifestação. “Eles estão lutando não só por eles, mas por nós também. Se todos participassem, com certeza conseguiríamos evitar o aumento da tarifa, pois está muito caro”, declara a professora de 46 anos, Sônia Maria Gonçalves.
Desentendimento
O protesto percorreu as ruas do centro e chegou em frente ao Parque Santos Dumont, local em que os participantes realizaram a emblemática queima das catracas, como símbolo da luta pelo fim da tarifa de ônibus. Mas, o que a população e a Polícia Militar acreditava ser fim do 1º protesto de 2016 em São José, foi o momento de início de diversas confusões.
De acordo com uma ordem judicial expedida pela Polícia Militar, os manifestantes estavam proibidos de irem para a Rodovia Presidente Dutra, porém essa era a intenção de alguns membros.
No cruzamento da avenida Eng. José Longo com a rua Heitor Villa Lobos, que dá acesso à via Dutra, a Polícia Militar montou um cordão de isolamento em frente à rua e os manifestantes tentavam ultrapassar o limite definido. Alguns participantes do protesto, visivelmente alterados, ofendiam e provocavam os policiais militares. Além disso, o grupo de manifestantes ainda pedia o fim da PM.
O momento de maior confusão foi na esquina da rua Francisco Berling com a avenida Dr. João Guilhermino, quando os policiais tentavam liberar o tráfego, mas os manifestantes entravam na frente dos carros.
Os ânimos se acalmaram após uma conversa entre o defensor público Jairo Salvador e o comandante da região centro-oeste, o capitão da PM Alain Kalczuk, que definiram o término do trajeto na praça Afonso Pena, encerrando o primeiro protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São José dos Campos, de 2016.
Próximo ato
Durante a manifestação, os integrantes definiram que, nesta quarta-feira (20), eles se encontrarão às 18h30, na Rodoviária Velha, para uma reunião sobre o próximo ato, que já está definido para o dia 25 de janeiro, próxima segunda-feira.
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