Protesto contra aumento da tarifa percorre principais ruas de São José

Policiais e manifestantes se desentenderam diversas vezes durante ato

Escrito por: Marcus Alvarenga4 min de leitura
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As principais ruas do centro de São José dos Campos, por onde passam milhares de carros diariamente, serviram de cenário para um protesto realizado nesta segunda-feira (18), pelo MPL (Movimento Passe Livre) contra o aumento da tarifa de ônibus. O ato durou cerca de quatro horas e apresentou momentos de discussão e desentendimento entre manifestantes e policiais.

Às 17h, horário marcado para o início do protesto, as pessoas começaram a se reunir na praça Afonso Pena e o MPL afirmava que não havia uma rota preestabelecida. “A nossa intenção é sair para rua, mas o povo que vai gerir o ato. Nós vamos propor uma ideia e eles que decidirão para onde vamos”, afirmou Pedro Rachid, porta-voz do movimento.

A manifestação oficialmente foi para as ruas da cidade às 18h, iniciando na Praça Afonso Pena e seguindo em direção ao Terminal Rodoviário Central, com cerca de 150 pessoas. Em frente à Rodoviária Velha, aconteceu o primeiro momento de parada do ato, com a intensificação dos gritos de ordem, músicas e pedidos de redução da tarifa de ônibus, que eram ouvidos repetidamente durante todo o percurso. Em alguns momentos, os protestantes realizavam um jogral, apresentando a situação do aumento da passagem de R$ 3,40 para R$ 3,80, definido na sexta-feira (13), pela prefeitura.

Umas das frases usadas pelo grupo foi: “se a tarifa aumentar, a cidade vai parar!”. Quem estava passando pelo centro durante a manifestação, sentiu na pele a confusão gerada no trânsito. As empresas de ônibus desviaram as rotas, retornando antes de chegar ao centro. Já os motoristas foram pegos de surpresa quando chegavam pelas vias paralelas e os passageiros do transporte público tiveram que ter paciência para esperar a sua condução chegar.

Grande parte dos usuários do sistema público de transporte, mesmo querendo chegar em logo em casa, apoiou a manifestação. “Eles estão lutando não só por eles, mas por nós também. Se todos participassem, com certeza conseguiríamos evitar o aumento da tarifa, pois está muito caro”, declara a professora de 46 anos, Sônia Maria Gonçalves.

Desentendimento
O protesto percorreu as ruas do centro e chegou em frente ao Parque Santos Dumont, local em que os participantes realizaram a emblemática queima das catracas, como símbolo da luta pelo fim da tarifa de ônibus. Mas, o que a população e a Polícia Militar acreditava ser fim do 1º protesto de 2016 em São José, foi o momento de início de diversas confusões.

De acordo com uma ordem judicial expedida pela Polícia Militar, os manifestantes estavam proibidos de irem para a Rodovia Presidente Dutra, porém essa era a intenção de alguns membros.

No cruzamento da avenida Eng. José Longo com a rua Heitor Villa Lobos, que dá acesso à via Dutra, a Polícia Militar montou um cordão de isolamento em frente à rua e os manifestantes tentavam ultrapassar o limite definido. Alguns participantes do protesto, visivelmente alterados, ofendiam e provocavam os policiais militares. Além disso, o grupo de manifestantes ainda pedia o fim da PM.

O momento de maior confusão foi na esquina da rua Francisco Berling com a avenida Dr. João Guilhermino, quando os policiais tentavam liberar o tráfego, mas os manifestantes entravam na frente dos carros.

Os ânimos se acalmaram após uma conversa entre o defensor público Jairo Salvador e o comandante da região centro-oeste, o capitão da PM Alain Kalczuk, que definiram o término do trajeto na praça Afonso Pena, encerrando o primeiro protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São José dos Campos, de 2016.

Próximo ato
Durante a manifestação, os integrantes definiram que, nesta quarta-feira (20), eles se encontrarão às 18h30, na Rodoviária Velha, para uma reunião sobre o próximo ato, que já está definido para o dia 25 de janeiro, próxima segunda-feira.

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